21 Jul 2018

Publicado em DIVANIR BELLINGHAUSEN
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Dia 24 de junho. O dia mais festejado do mês de junho.
João Batista, judeu do séc. I, filho de Isabel, prima de Maria, mulher já idosa e estéril que, segundo relatos bíblicos, recebeu a aparição do Anjo Gabriel que lhe disse que ela seria mãe de um menino e que ele devia receber o nome de João. O Batista vem da palavra batismo, pois foi ele quem batizou Jesus quando este então seguiu a vida pública.
João foi o primeiro mártir da igreja. Quem se lembra da famosa cena do filme Salomé, quando ela exigiu do Rei Herodes a cabeça de João, que foi então apresentada a ela em uma bandeja? Filmes de época de histórias bíblicas que não perdíamos.
Bom, mas vamos falar das comemorações desse nosso santo tão popular.
Este ano, o dia caindo no domingo, as festas começarão já no sábado varando noite a dentro.
Meu avô português, nascido dia 19 de junho, se chamava João. Meu irmão tinha o nome de Ronald, nome já escolhido no caso de ser homem, antes do seu nascimento. Nasceu no dia de São João. Assim os aniversários eram muito comemorados com a família e amigos em nossa casa.
Em maio começávamos a fazer os balões, em formatos diferentes. Naquela época não se falava em proibição. Meu pai Alberto, o primo Tico, meu irmão, irmãs, primas e amigos. Éramos especialistas. Eram em formatos de mexerica, caixa, bandeira brasileira, bola, entre outros mais. No começo de junho era a vez de colocarmos os bocais feitos com arame. As tochas eram feitas com tiras de saco de estopa embebidos com parafina líquida. Assim que secas eram armazenadas para colocar no bocal na hora de os fazer alçar voo. No dia da festa, além do baile na sala, já toda enfeitada com bandeirinhas, as quadrilhas eram acompanhadas por minha mãe Odette no acordeom. A grande fogueira, no grande espaço em frente a cozinha, com mais de três metros de altura, era acesa no meio da festa. Fogos eram soltos. Os buscapés ganhavam os céus com seus fiuuuu..., nunca jogados na horizontal como fazem hoje. Um perigo. Quando as brasas da fogueira estavam no fim, adivinhem: Meu pai as atravessava. O seu amigo Bamback também. Sempre algum jovem queria mostrar sua coragem, mas ao sentirem o primeiro queimor caiam fora. Até hoje não sabemos qual a reza de meu pai e do amigo...rsrsss
Os pequenos sanduíches, cachorros quentes, canudinhos recheados com palmito e doce de coco, o cuscuz, amendoim, pipoca, pinhão, doces de batata doce e cocada, quentão de pinga e de vinho.... Deu água na boca.... Tudo preparado por nós no dia da festa. Pois é, bons tempos onde se juntavam as famílias e os jovens amigos numa confraternização muito saudável.
Nada de excessos, ou de drogas. Tempos que não voltam mais mas para quem os viveu ficaram essas doces lembranças.
Ative você também seus bons momentos e os conte para seus filhos ou netos. É assim que deixamos nossas raízes.
E VIVA SÃO JOÃO!!!!
Um abraço, Didi

Folha Do ABC

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