17 Jan 2019

Publicado em DIVANIR BELLINGHAUSEN
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Fabio Silva Gomes, terminou sua curta missão aqui na terra no dia 16 de setembro último. Batateiro de São Bernardo nasceu em Rudge Ramos no dia 2 de fevereiro de 1988. Aos 30 anos, depois de uma en­fermidade muito sofrível, partiu em paz. Que os anjos de luz o acompanhem.

Fabinho filho de pais humildes, começou a conhecer as primeiras letras, com dois anos.

Aos cinco já tentou escrever um pequeno livro. A partir de 1990, poesias, peças de teatro, contos enchiam sua mente, com as letras voando sobre sua cabeça. Eu o conheci, junto a seu pai, Francisco, quan­do ele tinha 16 anos e resolveu, grande historiador que já era, escrever sobre a Origem das Famílias de São Bernardo. Ele então me contou que ia ser jornalista. No primeiro volume ele escreveu sobre as origens aqui na cidade, entre tantos outros, de meus avós alemães: Bellinghausen e meus avós portugueses: Tavares.

No segundo volume sobre a família de meu marido, os italianos Coppini. Eu era o contato de todos os Coppini. Assim, me estreitei mais com todos tendo sempre o Fabinho presente. Veio depois o terceiro volume.

Formado jornalista continuou fazendo sua cabeça trabalhar com as letras.

Foram muitos os prêmios que recebeu por obras editadas. Onde ele chegava, a recepção de tantos amigos, era impres­sionante. Todos queriam dar um abraço ao jovem escritor da cidade.

Era colunista do jornal LEIA ABC: Crôni­cas, O Que Rola na Cidade e A Voz do Morador.

Tinha um programa na TV ABC, coman­dando o programa de entrevistas BEM PASSADO. Tive o prazer de ter sido con­vidada duas vezes para o programa. Nos divertíamos muito, pois ele era aberto ao público que se comunicava através de e-mails, fa­zendo perguntas. Sempre eram sobre as memórias da cidade. Lembro que o Dino Guazzelli, amigo da infância, me fez ao vivo uma declaração de um seu segredo. Quando casei, com Theobaldo Coppini, morei na Rua João Pessoa, em frente à casa dos Guazzelli. O leiteiro passava de madrugada e trocava o litro de leite vazio, que ficava no terracinho, por um, lógico cheio. As vezes nós ao acordarmos e ao irmos pegar o leite, dizíamos: Hoje o leiteiro não veio. Me contou então o Dino nessa entrevista que ele e amigos farris­tas, chegando de madrugada, tomavam o leite fresquinho retirado de madrugada da vaquinha, totalmente integral!

Após as entrevistas seguíamos para uma pizzaria para confraternizar.

Boas lembranças...

No face o Fabinho falava muito sobre seu fusquinha adorado. E fazia suas crônicas sobre situações que observava enquanto andava pelas ruas. Sempre com os três macacos: Vejo tudo, ouço tudo e... Coloco no papel. Nada de olhos tapados. Olhos bem abertos! Escrevia muito, assim como colocava fotos, da sua pequenina Gio­vana. O amor de sua vida, com uns dois aninhos.

O Fabinho sempre teve uma coceira, uma alergia? Ele não sabia o que era. No começo deste ano isso piorou. Ele foi in­ternado no Hospital Assunção ficando lá até descobrirem que estava com câncer e fazer a primeira quimioterapia. Todos os dias ele postava uma crônica fazendo gra­ça com os momentos que acompanhava enquanto estava internado. Quando foi fazer segunda aplicação da quimio, ficou muito debilitado e seu estado se agravou. Todos os amigos fizeram muitas orações pedindo pela sua cura. Mas, após muito sofrimento, o Pai Eterno se compadeceu de seu filho e o chamou.

Fabinho... você acrescentou muito em minha vida.

Nos encontraremos novamente.

Adeus, um abraço, Didi

Quem quiser adquirir os livros dele, entre em contato com o pai, Sr. Francisco, que ele entrega.

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