17 Jan 2019

Publicado em DIVANIR BELLINGHAUSEN
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Esta matéria começou a ser escrita no início de setembro. Foi ficando para segundo plano, mas agora chegou a hora de termina-la.
No dia primeiro de setembro o Palestra Futebol Clube comemorou 83 anos. Foi fundado em 1953 por Alfredo Sabatini e amigos. Quase todos de origem italiana. Inicialmente seu nome era Palestra Itália de São Bernardo. Com os problemas com a Itália na segunda guerra mundial, devido retaliações, foi retirado do nome o “Itália”. O campo deles ficava atrás do Casarão do Bonilha, onde hoje é a Praça Lauro Gomes. Tudo foi desapropriado em 1952 para a construção da Escola Maria Iracema Munhoz e da praça. Assim, o clube ficou sem campo e apagado durante um tempo.
Meu namorado e futuro marido, Theobaldo Coppini foi eleito presidente do Palestra (58 ou 59). Junto com os amigos conseguiram a doação por comodato de um grande terreno num morro no bairro Ferrazópolis, pelo então Prefeito Aldino Pinotti. Esses jovens tinham uma rixa com o ex Prefeito Lauro Gomes. Pois foi o Sr. Lauro que os apoiou para a terraplanagem do “morro” e a construção da sede e campo do Palestra. Para darem início as obras usaram o valor da desapropriação, que a prefeitura devia ao clube: 750.000,00 cruzeiros.Sr. Lauro fazia visitas semanais para acompanhar as obras. Com Theo, lembro dos nomes dos amigos Admir Puglia, Nevio Albiero, Cyro Cassetari, Tutu Morelato, Samuel Abud, Eleonir Cicarelli entre tantos mais jovens que tinham como técnico o Nandinho, que respeitavam acredito, mais do que a um pai. Foram eles que nos fins de semana colocaram as placas de grama no campo. Segundo o saudoso Zimmermann, diretor do Palestra, presente ao nosso casamento, me contou que nesse dia o Theo estava com o Sr. Lauro conversando sobre o término das obras do clube, quando o ex prefeito olhou o relógio e disse: Tenho que ir embora, tenho que ir a um casamento. E o meu Theo disse: Eu também.... É o meu casamento!
Lutaram muito para ter um local para jogarem novamente. As reuniões do grupo eram às terças feiras, dia em que o namoro ficava em segundo plano. Quando foi inaugurado, concretizou-se o sonho de terem novamente um local para que a bola do time rolasse.
Tenho uma foto de meu marido, com os amigos ainda bem jovens, uniformizados, pois ganharam as camisas e shorts, verdes e brancos, em que entraram todos orgulhosos para jogar... E descalços, pois não tinham chuteiras. Aliás, tenho muitas fotos precisando identificação para entrega-las para o acervo do clube.
Felipe Cheidde e outros jogadores se transferiram para o Esporte Clube São Bernardo na época em que o Palestra ficou sem campo. Assim, todos continuaram amigos, mas depois, no campo, eram rivais.
Depois de muitas reviravoltas com o clube, que não vou citar aqui, um grupo de amantes do Palestra luta para que ele volte em cena.
Sabemos que é difícil manter um time na ativa. Quem sabe aquele espírito dos jovens de uniforme e sem chuteiras ainda se materialize nos amantes da bola?
Vamos em frente palestrinos!!!
Um abraço, Didi

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