27 May 2020

Publicado em DIVANIR BELLINGHAUSEN
Lido 31 vezes
Avalie este item
(0 votos)

Não temos nem ideia de quando tudo isso vai passar. Eu nunca contei os dias em que estou confinada. O melhor é deixar ir passando, fazendo minhas limpezas, comidinhas, lendo, vendo meus filmes na Netflix, não querendo saber o número de infectados ou mortos. Nem sobre a politicagem suja que nos assola, apesar de ainda ter esperanças para esse nosso Brasil. Já perdi conhecidos com o Covid-19, assim como vários com o acúmulo de idade. Nessa hora vemos ainda mais a importância dos amigos. Já tive dia que só falei no fim da tarde...aí pensei: Esqueci que eu podia ter cantado. As conversas são sempre as mesmas... sem novidades…sniffff.
Bom, fiquei aqui pensando no que escrever para vocês. Resolvi então novamente relatar os causos de meu pai, Alberto Eduardo Bellinghausen. Serão contados alguns por semana, pois são muitos. Verdadeiros e lorotas com os amigos. Espero preencher o tempo de vocês com algo simples e divertido. E vamos nos cuidando.

A herança que meu pai nos deixou... (I)
Sua vida, nossa vida... Suas histórias e seus casos
Meus caros leitores... Novamente vou contar algo da minha vida e de minhas irmãs e meu irmão com nosso pai.
Meu pai Alberto EduardoBellinghausen, também chamado pelos amigos por Berto, era um homem alto (1,80), louro com olhos azuis. Era filho de alemães. Brasileiro, são-bernardense, foi um dos maiores patriotas que conheci. Dizia:
- Conhece o seu país em primeiro lugar.
E ele o conhecia, pois viajou do Oiapoque ao Chuí, sempre de automóvel. Uma única vez fez uma viagem em avião. Ao Amazonas. Do exterior só conheceu os países que fazem divisa com o Brasil. Conhecia pequenas cidades, as mais remotas do país.
Só lia autores brasileiros. Sua biblioteca era enorme.
Com seu irmão Carlos Theodoro fundou uma Indústria de Móveis, atuante por 50 anos, entre as ruas Dr. Flaquer, Tomé de Souza e Carlo Del Prete.
Minha mãe, Odette, Dete ou Detinha (Viegas Domingues Tavares) era musicista, pintora, poetisa.  Escrevia para os jornais da região, etc. Como meu pai, ela amava os livros Fundou a primeira biblioteca do município: Biblioteca Monteiro Lobato.
Tiveram um filho e quatro filhas.
Nenê (Ronald), Didi (Divanir), Lili (Amarylis) Suza (Suzana) e Rosinha (Rosa Maria)
Ela ligada às artes, movimentos sociais, a casa e a família.
Ele, aos negócios, esportes, viagens e aos “filhos”.
Em solteiro, foi no Grande ABC, campeão de salto de vara, natação, corridas e goleiro de futebol.
Nossa primeira casa foi na esquina das ruas Dr. Flaquer esquina com com a Tomé de Souza. A Segunda foi na Rua Carlo Del Prete, atual Escola Terra Mater, de propriedade de minhas irmãs Lili, Suzana com a amiga de infância Vilma Margonari. Quando eu tinha sete anos nos mudamos para a esquina das ruas João Pessoa com a Dr. Flaquer.
Enquanto nós crescíamos, competíamos com os amigos e primos em todas as modalidades esportivas, principalmente nas areias da Praia Grande, para onde seguíamos todos os fins de semana, desde 1947. Praia ainda deserta, onde tínhamos uma casa de frente para o mar. Nós o acompanhávamos no que ele inventava: esculturas na areia, excursões pelos morros, pesca aos camarões no rio e no mar. Os amigos que nos acompanhavam, eram mais meninas... Umas 10. Homens? Meu pai, meu irmão e às vezes alguns amigos ou os primos. (Continua)
Um abraço, Didi

Folha Do ABC

A FOLHA DO ABC traz o melhor conteúdo noticioso, sempre colocando o ABC em 1º lugar. É o jornal de maior credibilidade da região
Nossa publicação traz uma cobertura completa de tudo o que acontece na região do ABCDM.

Deixe um comentário

Make sure you enter the (*) required information where indicated.Basic HTML code is allowed.

Destaques

Visite-nos no Facebook

Main Menu

Main Menu