28 Nov 2021


A união que não faz a força

Publicado em Editorial
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O Consórcio Intermunicipal do ABC bem que tentou, durante a última semana, a reclassificação da região, na flexibilização da quarentena, para a fase 2 (laranja), na qual é permitido, com restrições, a reabertura de comércios, concessionárias, imobiliárias e shoppings centers, como foi classificada a Capital. Porém, não obteve êxito.
O ABC continua, mesmo com índices consideráveis, anunciados insistentemente, pelos prefeitos da região, na fase 1 (vermelha), na qual apenas é permitido o funcionamento de serviços essenciais.
Para classificação dos 645 municípios do Estado, o Contingência do Coronavírus em São Paulo leva em conta dados hospitalares (taxas de ocupação de leitos de UTIs, enfermaria, etc) e a evolução da pandemia em cada local (número de casos confirmados, óbitos, etc).
O ABC registrou, até quarta (3), índice de ocupação de 57,17% em leitos de UTIs e 41,8% em leitos de enfermaria, enquanto que a Capital registrou 62% de ocupação de leitos de UTI. No Estado, a taxa de ocupação das UTIs atinge os 72,3% e na Grande São Paulo, 84,7%. Os números em si não apresentam apurada diferença, mas, ao levarmos em conta a população, essa diferença pesa bastante. Enquanto que o ABC possui cerca de 3 milhões de habitantes, a Capital contabiliza mais de 12,1 milhões.
O Consórcio e alguns prefeitos locais defendem a reabertura gradual do comércio, já na próxima semana, apesar de muitos já estarem funcionando de portas abertas em grandes ruas comerciais como Oliveira Lima, em Santo André, e Marechal Deodoro, em São Bernardo. Paulo Serra (Santo André) e Orlando Morando (São Bernardo) chegaram a afirmar até, que vão seguir critérios municipais para a reabertura, mesmo, se o governador João Doria não autorizar e que se for autorizada à São Paulo, a reabertura antes do dia 15 de junho, também o farão em seus respectivos municípios.
Somente o prefeito de São Caetano, José Auricchio não compactuou com esse posicionamento. Avaliou que São Caetano não tomará atitudes irresponsáveis e que faz coro a “prudência de ainda não liberar o ABC para a fase 2 (laranja)”, por se basear nos números e, principalmente, na experiência.
Ainda que esses prefeitos tenham tal intenção, o Supremo Tribunal Federal (STF) apenas garante aos municípios autonomia para regular medidas de endurecimento no combate ao novo coronavírus, como de índices de isolamento social, fechamento de comércio e outras restrições. Alguns prefeitos, como o de Marília, que desrespeitaram o protocolo de reabertura gradual da economia do Estado, estarão sujeitos a ações propostas pelo Ministério Público (MP-SP) e eventualmente pelo próprio Tribunal de Justiça.
Doria garantiu que o Estado não cederá às pressões de prefeitos. “A pressão não mudará destino e a conduta para a tomada de decisões em São Paulo. Os prefeitos não vão transformar a reabertura em celebração, em uma festa da reabertura”, afirmou.
Então, Consórcio, mais uma vez, não obteve sucesso no princípio fundamental de sua existência, a união dos municípios do ABC, em prol da melhoria da região como um todo, lutando por direitos iguais para as sete cidades. Prefeitos ainda ignoram as limitações e ou dificuldades de seus próprios vizinhos, mesmo, com o fato das fronteiras entre os municípios serem mais abstratas que concretas, posto a tamanha conurbação urbana e, se preocupam, quase que exclusivamente, com a cidade que administram, se esquecendo que os melhores índices conquistados em apenas um único município, não vão levar todo o ABC, compreendido por seus sete municípios, a antecipar a reabertura gradual da economia, se todos não atingirem, em conjunto, índices favoráveis para salvarem vidas e comércio.

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