28 Nov 2021

Publicado em Editorial
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Mais uma vez na história, o brasileiro assiste a cenas tórridas de um verdadeiro desgoverno, ao enfrentar a crise sanitária, econômica e política. Não há no mundo outro País que passe por algo parecido, atualmente. O otimismo financeiro do começo do ano ficou para trás.
A retomada da economia no Brasil deverá ser mais lenta que em 90% dos países, segundo as previsões do FMI (Fundo Monetário Internacional), do Banco Central e da Fundação Getúlio Vargas. Nove em cada dez países devem atravessar a crise econômica provocada pandemia do novo coronavírus melhor do que o Brasil, indicou o levantamento, sendo que entre 192 países, o País deve ficar na 171ª posição.
O Banco Central informou ainda, na quinta (18), que seu Índice de Atividade (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB) despencou 9,73% em abril ante março. Em março, o recuo havia sido de 6,16% (resultado revisado). De março para abril, o índice de atividade calculado pelo BC passou de 131,05 pontos para 118,30 pontos na série dessazonalizada. Esse é o menor valor desde outubro de 2006 (117,99 pontos).
Além disso, na área sanitária, o País, que vive o auge da pandemia, com registros de óbitos que se aproximam dos 50 mil, sendo mais de 1,2 mil mortes diariamente e, mais de 30 mil novos casos, a cada dia, optou pela reabertura econômica gradual em diversos municípios. Logo nos primeiros dias da reabertura do comércio, o cenário não poderia ser diferente, aglomeração nas principais ruas comerciais, pessoas sem máscaras e uma promessa, sutil e perigosa, por parte de prefeitos e autoridades públicas, em vídeos pelas redes sociais, que o pior já passou e que seus municípios estão bem equipados e preparados.
Ademais, desde o início da pandemia, o Brasil sofre com os impactos de uma verdadeira crise política, com episódios como a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que foi substituído por Nelson Teich, que também se demitiu. E, outras saídas polêmicas, como a do ex-ministro Sergio Moro, a da secretária de Cultura, Regina Duarte, a troca no comando da Polícia Federal, a recriação do Ministério das Comunicações, que será liderado pelo deputado Fábio Faria (PSD-RN), entre outros. Isso sem mencionar que o País, vivendo a maior crise sanitária mundial, está sem ministro da Saúde, e segue, há mais de 35 dias, sob a liderança, interina, do General Eduardo Pazuello.
Como se isso tudo não bastasse, o brasileiro assiste, a cada domingo, manifestações antidemocráticas, em defesa de medidas inconstitucionais, como o fechamento do Congresso, o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma intervenção militar. Ainda vê PMs flagrados espancando jovens rendidos em São Paulo. E, fica, ainda mais confuso, quando ouve do presidente da República, que já chegou a participar de ato antidemocrático em Brasília, que ele está fazendo ‘exatamente o que tem que ser feito’. “Eles estão abusando, tá? Isso está a olhos vistos. Está chegando a hora de nós acertamos o Brasil no rumo da prosperidade. E todos, sem exceção, entenderem o que é democracia. Democracia não é o que eu quero, o que você, o que outro poder quer, o que outro poder quer. Está chegando a hora, fique tranquilos”, disse.
Será que o brasileiro poderá mesmo ficar tranquilo? Esse verdadeiro mix de epidemias, seja da Covid-19, do delírio antidemocrático ou do abusos das autoridades vai mesmo passar? Até quando será preciso esperar?

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