28 Nov 2021

Publicado em Editorial
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Faltam oito dias para a votação (15 de novembro). No ABC, o atual cenário sugere a reeleição de três dos sete prefeitos, Paulo Serra (Santo André), Orlando Morando (São Bernardo) e José Auricchio Jr (São Caetano). O direito à reeleição para cargos executivos é recente no Brasil. Só surgiu em 1997, sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Em Santo André, a reeleição não tem tanta ‘aprovação’ dos munícipes. O primeiro prefeito reeleito da cidade foi Celso Daniel (PT), em 1997. O petista iniciou o segundo mandato em janeiro de 2001, porém, como foi assassinado, seu vice, João Avamileno (PT) assumiu o comando em 2001, terminou o mandato de Celso até 2004 e, obteve novo mandato, de 2005 a 2008. Após, nenhum outro prefeito conseguiu se reeleger na cidade. Aidan Ravin (então PTB) iniciou mandato em 2009, mas não se reelegeu. Carlos Grana (PT) começou o mandato em 2013 e também não se reelegeu em 2016. Agora, se o prefeito Paulo Serra (PSDB) for reeleito e, concluir o novo mandato, entrará para a história de Santo André como o primeiro prefeito que foi reeleito (desde a aprovação do direito em 1997) e terminou o mandato, fato que não aconteceu com Celso. Vale lembrar que nenhum dos ex-prefeitos de Santo André, nas últimas décadas, após encerrar seus mandatos conseguiu realizar voos mais altos. Fora o Celso, que foi morto, nem o Avamileno, nem o Aidan e nem o Grana obtiveram outros cargos eletivos depois, fora dos perímetros de Santo André.  Já Paulo Serra, quando se tornar ex-prefeito, poderá se candidatar a deputado federal e ainda apoiar sua esposa, Ana Carolina Barreto, para cargo eletivo.  
Em São Bernardo, o primeiro prefeito a se reeleger foi Mauricio Soares (PSDB), que iniciou mandato em 1997. Foi reeleito, mas afastado no terceiro ano de seu governo, entrando no lugar o vice William Dib (PSB), em 2003, encerrando o mandato em 2004 e, ainda, permanecendo no poder de 2005 a 2008. Após, Luiz Marinho (PT) também foi reeleito e governou a cidade de 2009 a 2016, quando o ex-deputado estadual Orlando Morando (PSDB) foi eleito. No município a situação dos ex-prefeitos é um pouco diferente de Santo André. Dib foi eleito deputado federal pelo PSDB em 2010 e ainda esteve à frente do cargo de diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), já Marinho é presidente estadual do PT. Morando, após a sua provável reeleição e término do mandato, ou não, apesar de, sempre, negar, não esconde a vontade de alçar voos mais altos, no comando do Governo do Estado, ou ainda, a princípio, para vice.
Em São Caetano, Luiz Olinto Tortorello (PTB), apesar de já ter sido prefeito durante 1989 e 1992, assumiu, novamente, o comando da Prefeitura em 1997 foi o primeiro prefeito reeleito e permaneceu no poder até o seu falecimento em 17 de dezembro de 2004, quando seu vice Silvio Torres (PTB) assumiu até 31 de dezembro do mesmo ano. José Auricchio Júnior (então PTB) assume o comando de São Caetano em 2005 e, em 2008, é reeleito, permanecendo na liderança da cidade até 2012. Paulo Pinheiro (PMDB) foi o vencedor das eleições em 2012, com mandato de 2013 a 2016, porém, não foi reeleito. Auricchio volta para seu terceiro mandato no município e, agora, poderá se reeleger para o quarto mandato, e entrar para a história do ABC como o prefeito que esteve mais tempo frente ao comando de uma Prefeitura nos sete municípios. Serão 16 anos. Caso seja reeleito e, quando se tornar, novamente ex-prefeito, Auricchio já deixou a entender que poderá se “aposentar” dos cargos eletivos, passando a bola para o filho, o deputado estadual Thiago Auricchio (PL), que poderá continuar o legado Auricchio em São Caetano. Nenhum dos ex-prefeitos das últimas décadas, fora Auricchio que foi secretário estadual de Esportes da gestão Alckmin e esteve no comando da vice-presidência da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), saiu dos perímetros políticos de São Caetano.
Aos 2,09 milhões eleitores do ABC só resta aguardar mais alguns dias para ver se as reeleições se confirmam e, mais alguns poucos meses, para que “novos” cenários sejam desenhados no quadro político, rumo a 2022 e 2024.

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