28 Nov 2021


Centrão avança rumo à 2022

Publicado em Editorial
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O resultado das eleições municipais de 2020 deixou em evidência a mudança no comportamento do eleitorado, em relação às escolhas realizadas em 2018. Desta vez, os eleitores votaram sem ódio, o voto “anti” perdeu força, foi rechaçado o extremismo ideológico, repelida as polarizações partidárias. Optou-se por candidaturas do centro.
Cinco partidos de centro-direita conquistaram a maioria das grandes cidades do Brasil. O MDB, apesar de ter perdido 260 prefeituras, em relação às eleições de 2016, quando tinha 1.044, vai comandar o maior número de prefeituras em 2021, serão 784; o PP registrou aumento de 190 prefeituras, subindo de 495, em 2016, para 685, nas eleições de 2020; o PSD também ampliou o comando das Prefeituras, em 115, passando de 539 em 2016, para 654 em 2020.
O PSDB apesar de ter perdido cerca de 40% das cidades governadas em comparação às eleições de 2016, o que corresponde a 279 prefeituras das 799, ou seja, uma redução de 32% da população governada, comandará, ao todo, 520 cidades, incluindo São Paulo, não só a maior cidade do Brasil, mas a que possui o maior colégio eleitoral. Serão 36 milhões de brasileiros (16,2% da população) morando em municípios administrados por gestões tucanas, nas principais em todas as cidades do País. A sigla ainda registrou recorde de vitórias no Estado de São Paulo, 179 municípios, superando a marca de 2016, com 173. Isso significa que o partido vai administrar em torno de 50% da população, em 2021.
Em relação ao DEM, a sigla foi a que teve maior crescimento em número de prefeitos eleitos. O partido ampliou o comando em 196 o número de prefeituras, passando de 268 nas eleições de 2016, para 464 em 2020. O Republicanos obteve 106 prefeituras a mais, passando de 105 em 2016, para 211 em 2020 e o Podemos, de 30 em 2016, para 102 em 2020. A principal vitória do ex-PFL foi no Rio de Janeiro, com a eleição do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), que venceu o atual prefeito Marcelo Crivella, (Republicanos) que tentava a reeleição, com apoio do presidente Jair Bolsonaro.
Quanto às Capitais, o MDB obteve a maior conquista, foram cinco (Goiânia, Cuiabá, Teresina, Boa Vista e Porto Alegre), seguido de quatro do DEM (Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro e Florianópolis) e do PSDB (Natal, Porto Velho, São Paulo e Palmas); duas do PP, (Rio Branco e João Pessoa), duas do PDT (Fortaleza e Aracajú); duas do PSD (Belo Horizonte e Campo Grande); duas do PSB (Maceió e Recife) e uma Republicanos (Vitória), uma PSOL (Belém); uma Podemos (São Luís) e uma Avante (Manaus). O PT não elegeu nenhum prefeito de Capital e perdeu o comando de 71 prefeituras, caindo de 254 para 183 no total. Os prefeitos eleitos petistas deverão governar cerca de 3% do eleitorado do País.
O PSD, Progressistas e DEM irão, juntos, governar quase um terço do eleitorado do País (32%). Em 2016, as prefeituras conquistadas pelos três partidos representavam cerca de 17% do eleitorado. Já Bolsonaro, que apoiou 16 candidatos a prefeito, teve apenas quatro eleitos: Tião Bocalom, em Rio Branco (AC), Roberto Naves em Anápolis (GO), Gustavo Nunes, em Ipatinga (MG) e Mão Santa em Parnaíba (PI). Seu antigo partido, o PSL, fez 92 prefeitos (1,3% do eleitorado nacional).
Ainda é muito cedo para traçar prognósticos para o cenário eleitoral de 2022 ou para definições dos principais candidatos para a disputa presidencial, mas, o que ficou evidente é que a política tradicional, com já conhecidas figuras políticas e velhos partidos, ainda pode ter força e boa representação, ao contrário da onda da “nova política” das eleições de 2016 e que o extremismo ideológico, pelo menos por enquanto, perdeu o impacto de outrora.

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