28 Nov 2021

Publicado em Editorial
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É Natal. Chega a data mais aguardada do ano, 25 de dezembro, a celebração do nascimento de Jesus Cristo. O termo Natal tem origem na palavra do latim “natalis” que, por sua vez, é derivada do verbo nascer (nāscor).
Na Roma Antiga, o 25 de dezembro também era a data em que os romanos comemoravam o solstício de inverno, o único dia do ano em que a duração da noite é a mais longa, dando início, assim, ao inverno. Outros povos da antiguidade também celebravam a data, seja pela chegada do inverno ou pela passagem do tempo. Somente no século IV, com a consolidação do Cristianismo, a festividade foi oficializada como Natale Domini (Natal do Senhor) e o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. A escolha da data foi determinada pelo Papa Julius I (337-352) e, mais tarde, foi declarada feriado nacional pelo Imperador Justiniano, em 529.
Deste modo, o Natal passou a ser comemorado em muitos países e a data se tornou feriado religioso em diversos locais do mundo. O chamado ciclo do Natal é celebrado durante doze dias, que compreendem o dia 25 de dezembro até o dia 6 de janeiro. Esse período está relacionado com o tempo que os três reis magos, Baltazar, Gaspar e Melchior, levaram para chegar à Belém, cidade onde nasceu Jesus.
Atualmente, há uma espécie de “desnaturalização” do Natal. Grande parte das pessoas não celebra o nascimento de Jesus, fazendo da data uma festa festiva qualquer que compõe o calendário do comércio, com troca de presentes, decorações natalinas com árvores, enfeites, mas sem o presépio, que deve ser usado para referenciar o nascimento de Jesus, em Belém, pois mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. A tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII.
Como afirmou o Papa Francisco, sobre o Natal: “há um falso respeito que não é cristão, que muitas vezes esconde a vontade de marginalizar a fé, elimina-se da festa toda referência ao nascimento de Jesus. Mas na verdade este acontecimento é o único verdadeiro Natal. Sem Jesus não há Natal; há outra festa, mas não o Natal. E se no centro está Ele, então também tudo ao redor, isso é, as luzes, os sons, as várias tradições locais, compreendidas as comidas características, tudo contribui para criar a atmosfera da festa, mas com Jesus no centro. Se nós O tiramos, a luz se apaga e tudo se torna falso, aparente”.
Nesses tempos difíceis de pandemia, em um ano marcado pelo sofrimento e dor de mais de 77 milhões de casos de Covid-19 e 1,7 milhão de mortes no mundo, é preciso, mais do que nunca reforçar a fé, a esperança por dias melhores e, principalmente, aos que perderam entes queridos, que possam renovar suas forças, para reencontrarem a alegria de viver e, com isso, poderem seguir em frente. “Não há nenhuma pandemia, nenhuma crise que possa extinguir esta luz. Deixemo-la entrar em nossos corações. Tenhamos o cuidado de não nos determos no sinal, mas de ir ao sentido, isto é, a Jesus: ao amor de Deus que Ele nos revelou, de ir à infinita bondade que fez brilhar o mundo. Não há nenhuma pandemia, nenhuma crise que possa extinguir esta luz. Deixemo-la entrar em nossos corações: estendamos nossas mãos àqueles que mais necessitam, assim Deus nascerá de novo em nós e em nosso meio”, afirmou o papa. Portanto, é preciso dar vida a essas sábias palavras, para se viver o verdadeiro amor e a luz de Jesus Cristo.

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