28 Nov 2021

Publicado em Editorial
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O ABC já recebeu, ao todo, 69,1 mil doses de vacina contra a Covid-19, sendo 39 mil da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e 30, 1 mil de ‘Oxford’, desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Evidentemente, o número é insuficiente para imunizar a população-alvo da primeira fase da vacinação. Porém, isso não acontece apenas na região, todos os municípios brasileiros estão na mesma situação.
Levantamento elaborado pelo Uol apontou ao menos 14,8 milhões de brasileiros no grupo prioritário. O Brasil, no entanto, só dispõe até o momento de cerca de 10,8 milhões de doses das vacinas Coronavac e AstraZeneca, ambas precisam ser aplicadas em duas doses. Ou seja, não há doses suficientes para imunizar toda a população-alvo da primeira fase. Como a imunização de uma única pessoa é garantida somente após duas doses, são necessárias 29,6 milhões de doses nesta etapa.
De todo o ABC, São Bernardo foi o município que recebeu o maior número de doses da vacina contra o novo coronavírus, foram 20,9 mil doses no total, 11.840 doses Coronavac e 9.110 doses da vacina de Oxford/AstraZeneca. Porém, o número é insuficiente, até mesmo, para imunizar os próprios funcionários da Saúde, posto que a cidade possui 28 mil profissionais. Em relação aos idosos (75 anos ou mais), (70 a 74 anos), (65 a 69 anos) e (60 a 64 anos), a Prefeitura não soube especificar os números, até o fechamento desta edição. Já Santo André, recebeu 20,1 mil doses, sendo 11.360 doses da Coronavac e 8.740 doses da de Oxford. A cidade já imunizou cerca de 11,5 mil pessoas. A Prefeitura também não soube delimitar, até o fechamento desta edição, o total de profissionais da Saúde e nem dos idosos, divididos por faixa etária.
São Caetano recebeu 8,5 mil doses das vacinas, sendo 4,8 mil doses da Coronavac e 3.700 doses de Oxford. Ao todo, nesta primeira fase, o município terá que imunizar 39.814 moradores, sendo: 11.293 trabalhadores da saúde; 9.434 idosos com 75 anos ou mais; 5.287 com 70 a 74 anos; 6.007 com 65 a 69 anos e 7.793 com 60 a 64 anos.
Diadema recebeu, no total, 7,9 mil doses, sendo 4.480 da Coronavac e 3.440 de Oxford. A cidade já aplicou as primeiras doses em mais de 3,8 mil pessoas. Mas, as doses recebidas ainda são insuficientes para vacinar o primeiro grupo prioritário, que conta com 17 mil profissionais da saúde. Mauá recebeu 8,4 mil doses, sendo 4.760 da Coronavac e 3.640 de Oxford. Mais de 3,5 mil pessoas já receberam a primeira dose das vacinas. As doses, porém, também são insuficientes, até mesmo para imunizar o grupo prioritário. A estimativa da Prefeitura é que a cidade tenha 46 mil pessoas nestas condições, sendo 11 mil profissionais de saúde e 45 mil idosos.
A chegada das primeiras doses das vacinas contra a Covid-19 para o público prioritário é o primeiro passo para o fim da pandemia, mas não significa proteção imediata aos vacinados. Segundo especialistas, a proteção começa, em média, duas semanas após a aplicação da segunda dose no paciente. Também, até o momento, nenhuma autoridade pública tem se aprofundado no tema da durabilidade da vacina. Como o SARS-CoV-2 tem alto grau de mutação e todas as vacinas, disponíveis no mundo contra a Covid-19, foram disponibilizadas há pouco tempo, não se sabe, ainda, qual será a sua duração.
Além disso, como ainda não há previsão para o início da vacinação nos idosos, começando pelo grupo de 75 anos ou mais, haverá um longo período de uso de máscara, distanciamento social, além do número de infectados e mortes. O “vai passar” tão repetido desde o início da pandemia, será muito pronunciado ainda neste ano, já que as perspectivas para a imunização, com as duas doses, dos 211,8 milhões de brasileiros, ainda é bastante utópica e indefinida, pelo menos para 2021.

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