28 Nov 2021


Solidariedade para doar

Publicado em Editorial
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No início da pandemia do novo coronavírus, em março de 2020, viu-se uma espécie de corrida solidária entre as empresas. Houve um verdadeiro boom de doações, realizadas para mitigar os efeitos da crise sanitária no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), que reúne números das doações realizadas em razão da Covid-19, cerca de R$ 6,5 bilhões foram doados pelas companhias privadas ao longo do ano passado.
Porém, em 2021, o volume de doações não está acompanhando o avanço da doença no país, que já matou mais de 360 mil pessoas e, tem registrado a pior média móvel de mortes, que permanece acima de 3 mil. Nem dos seus efeitos socioeconômicos, agravados pelo fim do auxílio emergencial na virada do ano. O desemprego no Brasil atingiu patamares de 14,2%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se de uma das maiores taxas já registradas desde o início da pesquisa. O número de pessoas desempregadas atingiu o nível recorde de 14,3 milhões, contra 11,9 milhões há 1 ano. Já o total de desalentados se aproxima de 6 milhões. Um estudo publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estimou que em março de 2020, o Brasil contava com cerca de 222 mil pessoas vivendo nas ruas.
No final de maio último, o crescimento do volume de dinheiro da filantropia começou a desacelerar e, praticamente, se estagnou. Entre janeiro e fevereiro de 2021, foram doados R$ 19 milhões para causas ligadas à Covid-19, segundo a ABCR. Esse volume, relativamente baixo, foi registrado, justamente quando o País atravessa pelo pior cenário da pandemia, com recordes diários de novas infecções e mortes, além de uma lenta vacinação. Após três meses do início da vacinação, apenas cerca de 12% da população brasileira recebeu o imunizante contra a Covid-19.
Segundo dados, de quarta (14) de abril, da ABCR, foram doadas mais de R$ 6,74 bilhões, por 638.620 doadores. O maior doador privado foi o Banco Itaú, com R$ 1,24 bilhão. Entre as campanhas, as que mais arrecadaram foram a do Governo do Estado de São Paulo, com R$ 1,9 bilhão, por meio do Comitê Solidário, além de doações diversas feitas pelo Fundo Social, para mais de 1.400 instituições, beneficiando mais de um milhão de pessoas no Estado. Além disso, a campanha "Vacina contra a Fome": promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado, em parceria com os Fundo Sociais de 450 municípios do interior, litoral e Grande São Paulo, arrecadaram, em apenas uma semana, 2,3 mil toneladas de alimentos.
No ABC, as arrecadações de cestas básicas também receberam maior atenção. Em Santo André, por meio Fundo Social de Solidariedade, foi realizada Live Solidária, que recebeu recorde de doações na região. Foram doadas 227 toneladas de alimentos, além de R$ 106 mil, 1.400 kits de limpeza e 350 kits de higiene.
Em São Bernardo, por meio da Central de Doações do Fundo Social, de janeiro a abril, já entregou 10.372 cestas básicas. Além disso, foram distribuídos 15.300 pães de hot dogs para famílias em situação de vulnerabilidade social. Em um ano de existência, a Central de Doações, arrecadou 865t de alimentos, 43 mil produtos de limpeza e higiene pessoal, 12 mil litros de álcool e 200 mil máscaras de proteção individual. Em São Caetano, o Fundo Social já distribuiu 160 kits de alimentos. Foram atendidas mais de 640 pessoas. Distribuídos, ainda, 27 enxovais maternidade e 4,6 mil litros de leite (programa Viva Leite do Estado).
E que a generosidade da população, não só do ABC, não se restrinja em doações de alimentos e quantias financeiras, mas que haja solidariedade, também, e muita união ao somar esforços nas medidas de combate ao avanço da Covi-19, os índices de morte e contágio diminuam no Brasil.

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