17 Oct 2021

Publicado em Editorial
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No período de agravamento da pandemia do novo coronavírus, com o aumento expressivo no número de mortos e contaminados pela Covid-19, governadores tiveram que endurecer as medidas de contenção da propagação do vírus, com ações impopulares, como a restrição da circulação da população em vias públicas, fechamento de bares e restaurantes para atendimento presencial, e de outros serviços considerados não essenciais.
Para mitigar os efeitos da pandemia, muitos governadores retomaram e ampliaram o pagamento de auxílios emergenciais, não só para pessoas em situação de extrema pobreza, mas também para determinados setores da economia, como comércio, bares, restaurantes e a classe artística. Pelo menos 19 estados já anunciaram ou realizaram a retomada desses auxílios, com valores que variam de R$ 100 a R$ 1.500, são eles: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Pará, Paraná, Maranhão, Piauí, Acre, Ceará, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia e Sergipe.
Agora, a um ano da eleição, e com um ligeiro avanço do número de vacinados que receberam a primeira dose no País (cerca de 38% da população), os governadores, de pelo menos seis estados, turbinam a agenda social, lançando programas de distribuição de cestas básicas e criando novas modalidades de repasse de recursos. Os pacotes oferecidos ainda incluem benefícios para microempreendedores individuais (MEIs), criação de restaurantes populares, vale gás e distribuição de absorventes higiênicos para jovens nas escolas. Além, de promoverem uma ajuda ao frágil momento econômico pelo qual o País atravessa, as medidas também visam à disputa eleitoral do próximo ano.
Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB), que ainda aguarda a realização das prévias para saber se será o candidato oficial do partido, que disputará as eleições à presidente em 2022, anunciou, recentemente, dois programas de transferência de renda: um auxílio de R$ 300 para famílias vítimas da Covi-19, com renda de até três salários mínimos e um vale-gás para 104 mil famílias.
Além disso, o governo de São Paulo destinou R$ 30 milhões para a compra de produtos de higiene menstrual pelas escolas estaduais, para combater a pobreza menstrual, ou seja, a escassez de recursos para cuidados íntimos durante a menstruação, que afasta muitas jovens dos estudos. A medida também foi adotada pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), que lançou o projeto “Dignidade Menstrual”, para 50 mil alunas. Além disso, foi disponibilizado auxílio emergencial a 260 mil famílias e feita a distribuição de cestas básicas.
Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) concedeu bolsa merenda para pais e alunos e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), lançou auxílio emergencial para profissionais de esporte e cultura, além de distribuir cestas básicas. No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro (PL), anunciou 25 restaurantes populares, reforma de 50 Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), urbanização de favelas. No Paraná, Ratinho Júnior (PSD) criou auxílio emergencial de R$ 250, em duas parcelas, para os MEIs de setores como bares, restaurantes e eventos.
Essas e outras medidas miram combater o desemprego, pobreza e fome, mas não deixam de contribuir para amenizar o desgaste popular que muitos governadores sofreram durante pandemia e, evidentemente, gerar ganho eleitoral, especialmente, com volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário político que sempre conquistou o eleitorado mais pobre.

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