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São Caetano, 144 anos

Publicado em Editorial
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A metrópole São Caetano, gloriosamente, chega aos 144 anos, nesta quarta (28) de julho. O município é reconhecido, nacionalmente, pela excelente qualidade de vida, já que possui um dos IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) mais altos do Brasil.
A transformação da cidade em metrópole foi iniciada pelos frades beneditinos, que instalaram a Fazenda São Caetano nas terras de Tijucuçu. A cidade, assim, surgiu naturalmente. No início, o trabalho era eminentemente agrícola, já que as terras eram ótimas para instalação de olarias. A retomada do progresso aconteceu em 1868, com a inauguração da estrada de ferro São Paulo Railway Company.
Porém, as terras de São Caetano, 10 anos antes, foram adquiridas pelo governo imperial para a instalação de um núcleo colonial destinado aos imigrantes. Os primeiros núcleos começaram em 1876. As terras de Tijucuçu, nome cuja origem se perdeu com o passar dos anos, receberam grandes indústrias para atender uma população que, a cada ano, eleva seu nível de exigência em habitação, transporte, educação e também as demais condições de uma vida saudável. O grupo, de 95 líderes, que lutou bravamente para emancipar a cidade durante anos, conseguiu em 24 de outubro de 1948, finalmente, a emancipação político-administrativa de São Caetano.
Atualmente, o município se destaca pelo alto poder aquisitivo de seus moradores, que possuem renda acima dos R$ 2 mil per capita ao mês, alta frota de veículos com mais de 100 mil unidades para uma população estimada de mais de 160 mil habitantes. O destaque também fica por conta da qualidade de vida, que proporciona aos munícipes uma expectativa de vida acima da média nacional, de 78,2 anos. O índice de Educação também merece destaque, por ser elevado, 0,811. A economia do município é baseada nos setores do comércio e indústria. O PIB (Produto Interno Bruto) é o maior das sete cidades do ABC, R$ 84.177,05, segundo dados do IBGE.
Nem mesmo a pandemia do novo coronavírus tem tirado o brilho de São Caetano, que virou destaque no noticiário nacional. O município se consagrou como um dos que mais realizou a testagem em massa contra a Covid-19, até mesmo em idosos. Também foi o único do ABC, a ser credenciado para a testagem da vacina Coronavac, por meio da Universidade de São Caetano do Sul (USCS). Inovou com barreiras sanitárias e, ainda, o programa Disque Coronavírus foi um dos 19 trabalhos premiados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil). Na área econômica também alcançou saldo positivo na geração de empregos, pelo quinto mês consecutivo, segundo pesquisa divulgada pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Foram 2.410 empregos formais no acumulado do ano.
Porém, na área política, devido ao caminhar a passos de tartaruga da Justiça brasileira, São Caetano segue, há mais de seis meses, sem prefeito eleito, apenas com prefeito em exercício. O candidato que obteve a maioria dos votos nas urnas (42.842 votos, 45,28%), em outubro último, José Auricchio Júnior, foi impedido de assumir enquanto a Justiça não concede um desfecho às questões eleitorais. No comando da cidade está o vereador Tite Campanella, que assumiu o desafio e tem honrado o compromisso de dar andamento ao Plano de Governo de Auricchio, com lealdade, sem deixar que a vaidade provoque racha no grupo político, mas, nem por isso, deixando de reforçar a marca do legado Campanella para a história de São Caetano, assim como seu pai, o ex-prefeito Anacleto Campanella. Parabéns, São Caetano!

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