28 Nov 2021


As sucessões municipais no ABC

Publicado em Editorial
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Neste final de ano, as coisas na área política estão agitadas por causa da posse da nova presidente da República, ex-ministra Dilma Rousseff (PT), em Brasília, e também dos governadores estaduais, especialmente a do novo governador Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo, marcadas para primeiro de janeiro do próximo ano. A movimentação entre os políticos é por causa dos cargos nos ministérios e nas empresas estatais, no caso federal, e pelas secretarias e também empresas estatais, a nível estadual. No próximo ano, contudo, a área política dos municípios vão começar aos poucos a agitação em vista da próxima eleição para prefeito em 2012. Neste caso, os prefeitos, que estão no cargo e vão disputar a reeleição, precisam sondar a receptividade da administração junto ao eleitorado com pesquisas, isto é, se as obras executadas estão trazendo benefícios para a popu-lação e o que mais deve ser realizado até o final do mandato. Precisamente, até a eleição de outubro de 2012, faltam 22 meses, que passam com muita rapidez, principalmente para os prefeitos, sempre agitados no dia-a-dia de uma prefeitura.

Em Santo André, o prefeito Aidan Ravin (PTB), mais do que nunca, já é candidato à reeleição. Na maioria das vezes, sua equipe e o próprio prefeito procuram escultar a população para saber o que precisa ser feito. O Poupatempo da Saúde foi uma obra, em parceria com o governo estadual, que agradou grande parte da população. O prefeito Aidan e sua equipe não dormem no ponto e muitas novidades vêm por aí. Pelo lado petista, que administrou a cidade por 12 anos, o presidente Lula e de seu secretário Gilberto Carvalho querem lançar a futura ministra Miriam Belchior como candidata a prefeito. Pela lógica, o candidato seria o deputado Vanderlei Siraque, mas quem pode ir contra o desejo do presidente Lula?

Em São Bernardo, a equipe do prefeito trabalha duro nos bairros periféricos, cadastrando eleitores nos programas municipais e federais do tipo Bolsa Família. Com isso, querem conquistar boa parte do eleitorado. Marinho, no seu dia-a-dia, é o único petista da atual administração que procura com sua sobriedade se relacionar com o público formador de opinião da cidade, a exemplo do que fez o presidente Lula no governo federal. Contudo, no atual governo ninguém ajuda o prefeito nessa empreitada. A oposição está mais forte, pois o ex-prefeito William Dib (PSDB) foi eleito deputado federal e o deputado Orlando Morando (PSDB) também se reelegeu com expressiva votação. Como o deputado Alex Manente (PPS) se reelegeu deputado e apoiou Serra no segundo turno, é provável que os três deputados, que representam mais de 350 mil votos obtidos na última eleição, juntos, possam derrotar os petistas em 2012.

Em São Caetano, o prefeito José Auricchio (PTB), o grande eleitor da próxima sucessão municipal, está dando algumas derrapadas neste segundo mandato que podem esvaziar o seu cacife para eleger a sua “Dilma”, no caso a supersecretária Regina Maura ou então um outro nome que tem força nos bastidores, o assessor Tite Campanella. O parâmetro de votos para a próxima sucessão municipal pode ser diagnos-ticado na última eleição para deputado estadual na cidade. O prefeito, a pedido especial de seus “assessores externos”, os irmãos Cavassani, apoiou o deputado Alex Manente, que obteve na cidade 10,0 mil votos. Por outro lado, o deputado Orlando Morando, com apoio de três vereadores, conseguiu 8,9 mil votos, uma diferença de apenas 1,1 mil votos. Será que Auricchio vem perdendo prestígio junto ao esclarecido eleitorado de São Caeano?

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