21 Jan 2022


O risco de uma terceira onda

Publicado em Editorial
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Mesmo com a variante Delta confirmada em quase 92% dos casos de Covid-19 em São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde não enxerga, por enquanto, uma terceira onda de surtos, que obrigue os governos a impor medidas restritivas em relação à circulação de pessoas.
Considerada uma variante de preocupação, por ser mais transmissível do que as anteriores (Alfa, Beta e Gama), a Delta, surgida na Índia, é mais contagiosa do que a cepa original. Mais de 120 países registraram casos e muitos países da Ásia e da Europa ainda estão lutando com surtos desta variante, assim como os Estados Unidos, Israel, entre outros.
No Brasil, os índices de vacinação já estão avançados, o que garante maior segurança para a população, 67,06% já recebeu a 1ª dose e 39,1% já foi contemplada com duas doses ou dose única. Em São Paulo, quase 70% da população adulta está imunizada, já com a segunda dose, o que significa, segundo especialistas, que a Capital já teria atingido a “imunização de rebanho”.
O ABC também registra bons índices de imunização. Santo André, na quarta (22), atingiu a marca de 70% dos adultos vacinados com a segunda dose ou dose única dos imunizantes contra a Covid-19. O avanço na vacinação refletiu na diminuição das internações decorrentes de complicações da doença. A taxa de ocupação do CHM (Centro Hospitalar Municipal) dos leitos destinados a pacientes com Covid-19 é de 9%. O Hospital de Campanha do Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia está há 22 dias sem ocupação.
Em São Bernardo, 100% da população adulta já foi imunizada e 77% da população geral recebeu a primeira dose. Em relação à segunda dose, 66% dos adultos já receberam e 51% da população geral. A cidade registrou, na quarta (22), o índice de ocupação dos leitos de enfermaria de 9,09% e 6,12% para UTI.
Em São Caetano, 93,4% da população adulta já recebeu a 1ª dose das vacinas contra a Covid-19 e 71,5% recebeu a 2ª dose ou dose única. No município, o índice de ocupação das UTIs para casos do novo coronavírus chegou aos 17,5%, na quarta (22), e 38% em enfermaria.
Apesar dos bons índices, para atingir os 100% da população vacinada, São Paulo e o ABC precisarão contar com auxílio do governo federal, responsável pelo Plano Nacional de Imunização. Neste mês de setembro, chegaram a faltar doses da vacina AstraZeneca de Oxford, em diversos pontos de vacinação, o que obrigou muitos municípios a continuar o ciclo vacinal da população adulta com o imunizante da Pfizer.
Ainda que o risco de uma terceira onda seja baixo, o Governo de São Paulo, para evitar possíveis surpresas, anunciou, nessa semana, a antecipação de 12 para 8 semanas o intervalo de aplicação da segunda dose da vacina contra Covid-19 da Pfizer. Ou seja, quem já recebeu a primeira dose do imunizante da Pfizer poderá concluir seu esquema vacinal quatro semanas antes do prazo inicialmente indicado. A nova estratégia definida pelo PEI (Plano Estadual de Imunização) já pode ser realizada, desde sexta (24), nos 645 municípios do Estado. Cerca de 6,9 milhões de pessoas imunizadas com a primeira dose poderão ser beneficiadas com esta redução de tempo de espera.
Portanto, para que o risco de uma nova onda continue baixo, é preciso não afrouxar as medidas sanitárias de combate a Covid-19 e, ainda, que fatigada, a população continue a utilizar máscaras, manter o distanciamento social e, o principal, lavar as mãos e utilizar álcool em gel. Afinal, a possível volta à "normalidade" está bastante próxima.

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