21 Jan 2022

Publicado em Editorial
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O presidente Jair Bolsonaro completou 1.000 dias de governo, na segunda (27) de setembro. Em cerimônia no Palácio do Planalto, foram apresentados dados que reforçaram as ações do mandato.
Entre elas, está a preservação de mais de 20 milhões de postos de trabalho, destinação de R$ 61 bilhões para micro e pequenas empresas e o Auxílio Emergencial, que atingiu quase 68 milhões de brasileiros na primeira fase. Também foi anunciado que o Brasil investiu o equivalente a 8,8% do PIB do combate ao coronavírus e suas consequências econômicas e sociais. Atualmente, mais de 52 milhões da população adulta recebeu as duas doses ou a dose única da vacina.
Para celebrar os Mil Dias de governo, Bolsonaro e ministros seguiram roteiro de entregas, pelas regiões Sudeste, Sul e Centro Oeste, que terminaram na sexta (1).
Ainda faltam pouco mais de 450 dias para o presidente encerrar o atual mandato. No próximo ano, haverá eleições. O presidente, em entrevista à Veja, revelou que pretende disputar a reeleição.
Na reportagem, Bolsonaro enfatizou que "Daqui para lá, a chance de um golpe é zero”, sobre a possibilidade de se valer de um golpe para se manter no poder. Mas, houve pressão “de algumas pessoas” para que o governo “jogasse fora das quatro linhas”. O presidente completou: “Esperavam que eu fosse chutar o pau da barraca. Você imagina o problema que seria chutar o pau da barraca”. Porém, ressaltou: “De lá para cá, a gente vê que sempre existe essa possibilidade (de um golpe). De lá para cá é a oposição, pô. Existem 100 pedidos de impeachment dentro do Congresso”.
Sobre as ações de combate à pandemia, afirmou: “Não errei em nada. Fui muito criticado quando falei que ficar trancado em casa não era a solução”. Sobre a CPI da Covid e possível responsabilização pelas quase 600 mil mortes durante a pandemia, respondeu: “Responsabilizado por quem? Pela CPI? Essa CPI não tem credibilidade nenhuma”. Em relação à vacina, Bolsonaro continuou sendo ele mesmo, ou seja, sendo cético em relação à imunização, mesmo com seus assessores tentando convencê-lo do contrário. Tomar ou não a vacina, segundo ele, deve ser uma escolha, não uma obrigação. “Não consigo influir nem na minha própria casa”, disse, sobre a esposa Michelle Bolsonaro, que tomou o imunizante, durante viagem oficial à Nova York, nos Estados Unidos, para a abertura da Assembleia-Geral da ONU.
Para os cerca de 450 dias, que ainda faltam para o término do atual mandato, Bolsonaro terá que enfrentar grandes desafios, como a disparada da inflação (que com a prévia deste mês chegou a 10,05% no acumulado em 12 meses), o desemprego (que ficou em 14,1% no segundo trimestre de 2021, atingindo 14,4 milhões de brasileiros) e o risco de apagão, que voltou a assombrar o Brasil por falta de chuvas. Além disso, de acordo com a última estimativa do mercado, os preços ao consumidor subirão 8,45% neste ano, passando longe da meta de 3,75%.
Tudo isso sem mencionar o mais cruel dos problemas, a fome. Levantamento da Rede Brasileira de Pesquisas em Segurança Alimentar, mais de 116,8 milhões de pessoas vivem, hoje, sem acesso pleno e permanente a alimentos. Dessas, 19,1 milhões (9% da população) passam fome. Então, que os brasileiros possam fazer jus às palavras do presidente: “Espero que o lobo mau não coma o nosso porquinho. A gente quer o bem do Brasil”. Definitivamente, é o que todos os brasileiros também querem.

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