21 Jan 2022


Os péssimos serviços prestados pela Telefonica

Publicado em Editorial
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Os péssimos serviços prestados pela Telefonica

Os diretores da Telefonica espanhola, com cara de poucos amigos, chegaram à sede da CTBC, na Avenida Portugal, em Santo André, anos atrás, para comandar a assembléia de incorporação da empresa, que, até então, pertencia à Telesp. No auditório da CTBC, o procedimento foi sumário. As palavras dos diretores simplesmente ditavam as normas de como deveria ser desenvolvida a assembléia dos acionistas. Pouca conversa e nenhum sorriso. Um acionista quis saber como seriam resgatadas as ações da CTBC por parte da nova acionista majoritária. A resposta foi curta e grossa: iremos publicar nos jornais o procedimento para esse fim. Mais nada.

E tocaram a assembléia até o final sem nenhuma aproximação com os acionistas da CTBC presentes. Assim, esses acionistas, com muita tristeza, assistiam ao fim de uma empresa telefônica constituída por empresários locais que se tornou, por sua eficiência, apesar operar em nível regional, uma das 10 melhores empresas brasileiras do setor telecomunicações. A atuação dos diretores demonstrou como a Telefonica espanhola iria dirigir a ex-Telesp, a maior empresa de telefonia do Brasil, e por tabela a ex-CTBC.
Nos leilões para a compra das empresas estatais denominadas de teles, a Telefonica, em negociação comercial, mostrou um lado que poucos conheciam. Inicialmente, a Telefonica iria comprar, nos leilões, a CRT gaúcha em parceria com o grupo do jornal Zero Hora, também do Rio Grande do Sul.  Na hora, deu um chapéu nos gaúchos e adquiriu sozinha a Telesp, que passou a ser denominada de Telefonica. Depois de algum tempo, o estilo de administrar uma empresa veio à tona: “Telefonica é líder em reclamações” de acordo com matéria publicada no Estadão, em 2008, meses depois da compra da Telesp. O texto que revelou que “a Telefônica ocupa, pelo segundo ano consecutivo, o primeiro lugar na lista das reclamações da Fundação Procon de São Paulo (Procon), com 4.405 queixas”. Além disso, cobranças indevidas e serviços não solicitados aumentaram a lista de reclamações.
Mas não é só isso. Neste ano, como publicamos na edição passada, uma empresária local, desde agosto esperava a transferência de um telefone da empresa para sua filha, simples-mente para mudar o nome do usuário. A Telefonica pediu tanta papelada, inclusive o contrato social da empresa. Todos os documentos solicitados foram entregues. Depois de quatro protocolos emitidos pela Telefonica, em relação à presença da interessada junto aos atendentes no prédio em Santo André, no final de novembro, a papelada foi devolvida porque faltava o contrato social da empresa. No mesmo dia, a empresária foi até a sede do Procon, Santo André, e um advogado desse órgão analisou toda a papelada e disse que “todos os pedidos da Telefonica tinham sido atendidos e não sabia porque a transferência do telefone não foi autorizada”.
Pode-se ver assim que “a cara de poucos amigos dos diretores da Telefonica”, na assembléia de acionistas da CTBC, anos atrás, foi um sinal de que a empresa não respeita as determinações legais da Anatel e nem os seus assinantes. E ninguém toma providência contra essa empresa prepotente. Por que será?

 

Última modificação em Sexta, 02 Dezembro 2011 10:53
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