18 Aug 2022


Cacciola cumpriu 4 dos 13 anos de prisão

Publicado em Editorial
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Cacciola cumpriu 4 dos 13 anos de prisão

Na semana passada, neste espaço, foi abordado o assunto sobre a remuneração de 13 ministros do atual governo que, mensalmente, recebem mais do que o teto máximo do funcionalismo público federal de R$ 26,7 mil, pois a retirada mensal desses ministros estão em torno de R$ 40 mil, com os jetons pagos pelas empresas públicas e estatais aos membros do Conselho de Administração. Ora, são os próprios ministros que indicam seus nomes para fazer parte do Conselho das empresas ligadas aos seus ministérios.

Também é bom destacar a limpeza que a presidente Dilma Rousseff fez no seu ministério por causa de supostos desvio de verbas de ministros e assessores. O caso do mensalão também está para ser julgado depois de quase 10 anos e agora o caso Cachoeira veio à tona por causa da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que, por sinal, tem prestado bons serviços ao País com as Operações sobre corrupção no governo federal e também em alguns estados. O caso Cachoeira, acusado de explorar jogos ilegais e preso pela Polícia Federal em fevereiro, mostra o estreito relacionamento entre políticos e contraventores. Quem acompanha o caso Cachoeira percebe a facilidade espantosa que ele tem para movimentar milhões de reais quase diariamente e também a de empregar “amigos” em cargos públicos federal e estadual. Mas, o que não dá para gente acreditar é como a esperteza de determinadas pessoas consegue sair-se bem do escândalo em que se meteu. Os ministros demitidos pela presidente Dilma saíram numa boa. Não foram presos e não precisaram devolver o dinheiro. Mas, o maior “mestre” em dar a volta por cima é o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que foi condenado em 2005 a 13 anos de prisão por peculato e gestão fraudulenta de instituição financeira. Aliás, antes de ser preso, Cacciola fugiu do País, morou na Itália como turista, gastando parte do dinheiro ganho ilicitamente. Depois, a pedido de autoridades brasileiras foi deportado. Foi julgado e condenado a 13 anos de prisão. Mas, está em liberdade e, agora, pode gastar em paz os milhões guardados nos bancos europeus. A juíza Roberta Barrouin Carvalho de Souza, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu indulto a Cacciola, considerando a pena pelos crimes cumprida. Cacciola foi favorecido pela lei: tem mais de 60 anos, cumpriu um terço e não cometeu falta grave nos últimos doze meses. O ex-banqueiro ficou preso pouco mais de quatro anos de pena. Em 2010, a mesma juíza aceitou o pedido de Cacciola para cumprimento da pena em regime aberto. Agora, livre, leve e solto para gastar a grana.
Assim, seria o caso de perguntar: vale a pena ser corrupto?

 

Última modificação em Terça, 24 Abril 2012 08:57
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