18 Aug 2022


A sucessão municipal em Santo André

Publicado em Editorial
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A sucessão municipal em Santo André

A sucessão municipal do ABC está próxima. Faltam precisamente menos de quatro meses para a realização do pleito municipal em Santo André, São Bernardo e São Caetano e nas demais cidades. O tempo fica cada vez mais curto para os candidatos. Evidentemente, os candidatos a prefeito em outubro de 2012 já estão com a base de suas equipes de trabalho montadas, quer dizer, os principais auxiliares já estão em seus postos de comando.

Daqui para frente, devem ser acertadas as coligações partidárias, que trazem junto o apoio de dezenas de candidatos a vereador. E também o mais importante: passar o chapéu junto aos empresários para tocar a campanha adiante. Normalmente, quem está no poder municipal e vai disputar a reeleição, obviamente, tem mais facilidade para fazer coligações partidárias e mais verba para gastar na campanha eleitoral. No entanto, o prefeito, que pretende se reeleger, precisa liderar as pesquisas eleitorais, caso contrário, os benefícios conseguidos com outros partidos podem ir por água abaixo.Em Santo André, a disputa, até meses atrás, estava entre o PT e o PTB. Do lado do prefeito Aidan Ravin, candidato à reeleição, as coisas começaram a se complicar com a CPI do Semasa, que terminou, na semana que passou, sem nenhum susto ao prefeito. No entanto, a extensa exposição da imagem do prefeito na mídia diária com notícias negativas, evidentemente, provocou um enorme desgaste em sua candidatura.

Não se sabe ainda com o prefeito Aidan vai fazer para reverter à situação. Sobre isso, meios políticos locais revelam que uma pesquisa interna, realizada por um partido político que tem pré-candidato a prefeito, mostrou que o percentual dos indecisos para prefeito chegou a 50%. Quer dizer, a situação está difícil para os dois candidatos mais fortes e abre espaço para o lançamento de candidato da terceira via.Na eleição de 2008, Aidan, no primeiro turno, obteve 81,1 mil votos e Vanderlei Siraque (PT), 182,3 mil votos, diferença é maior do que o dobro dos votos.
No segundo turno, Aidan pulou para 214,8 mil votos e Siraque baixou para 175,5 mil. Os votos do primeiro turno são, realmente, pertencentes ao prefeito Aidan. No segundo, o crescimento de seus votos deve ser atribuído à vontade do eleitorado de derrotar o PT, depois de 12 anos de governo. Assim, o trabalho do prefeito seria o de realizar um bom governo para conseguir os votos “contra PT”. Estava conseguindo, mas a extensa presença na mídia diária com notícias negativas provocou um estrago muito grande, que precisa ser consertado com muita dificuldade.O deputado estadual Carlos Grana (PT), um “cara nova” com deseja o ex-presidente Lula, elegeu-se deputado estadual com 126,9 mil votos em 2010, dos quais 25,1 mil obtidos em Santo André.
Grana, com um bem montado escritório político e com auxiliares de primeira linha, trabalha firme para impor seu nome junto ao eleitorado. Para isso, precisa contar com a força eleitoral do ex-presidente Lula. Grana não brinca em serviço. O seu problema é ampliar os 25,1 mil votos conseguidos em Santo André, na eleição de 2010, para 240 mil votos para vencer o pleito. É uma tarefa difícil. Sua chance aumenta se a eleição for para o segundo turno. O vereador Paulinho Serra (PSDB), que poderia concretizar a terceira via, foi prejudicado com a decisão do diretório municipal do PSDB, que decidiu apoiar a candidatura do prefeito Aidan.Santo André tem atualmente 546,7 mil eleitores para votar em outubro de 2012. Assim, quem chegar a 250 mil eleitores vence a eleição no primeiro turno.

Última modificação em Terça, 19 Junho 2012 10:59
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