07 Jul 2022


Os novos candidatos a vereador e a eleição

Publicado em Editorial
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11/08/12

Os novos candidatos a vereador e a eleição

As eleições municipais estão em pleno andamento no ABC, pois a lei eleitoral permitiu a abertura das campanhas e também que os candidatos a prefeito e vereadores divulgassem suas candidaturas colocando a publicidade nas ruas, nos jornais, nos postes, nos carros e também tabuletas e bandeiras nas principais esquinas das cidades. Mas os candidatos locais, por causa da proximidade com São Paulo, não podem divulgar suas candidaturas pela televisão, que só abre espaço aos candidatos da capital.

Assim, no ABC o candidato tem que “camelar”, ou melhor, tem que partir para o corpo-a-corpo com os moradores nas ruas dos bairros mais distantes e também pela área central. Alguns candidatos a vereador, que disputam pela primeira uma eleição, evidentemente, não sabem como é difícil eleger-se vereador. Como o trabalho precisa ser feito? Um candidato a vereador não tem noção do universo de pessoas que precisa ser trabalhado para obter votação com possibilidade de ser eleito. Uns fazem a divulgação de seus nomes no bairro onde mora, no clube, na empresa e em outras locais, acreditando que isso é suficiente. Não é. Um vereador para ser eleito precisa trabalhar um universo entre 15 mil a 20 mil pessoas com a possibilidade de conseguir uma votação entre 2,5 mil a 5 mil votos. Quem trabalha o universo de 2 mil pessoas, o máximo de votos que consegue é entre 300 a 500 votos. Além disso, precisa saber que vereadores são eleitos pelo quociente eleitoral (divisão), quer dizer o total de votos válidos para vereador na eleição será dividido pelo número de vagas. Em Santo André, são 21 vereadores, em São Bernardo 29 e em São Caetano, 19. Na eleição de 2008, os votos válidos para vereador em Santo André foram 384.282 votos, que dividido por 21 cadeiras para vereador, tem como resultado 18.299 votos. Assim, para cada partido ou coligação eleger um vereador, a soma dos votos de todos os seus candidatos tem que ser igual ao quociente. Para eleger três vereadores, a soma total deverá ser igual a 54.897 votos (três vezes o quociente) e assim por diante. Evidentemente, no final sobram três ou quatro vagas ainda não preenchidas. O processo para isso é o seguinte: há sempre sobra de votos nos partidos ou coligações, depois da aplicação do quociente eleitoral para cada vereador eleito. Os partidos que tiverem as maiores sobras de votos, pela ordem, teram direito a uma vaga até que todas sejam preenchidas.
Esse sistema complicado é utilizado no Brasil nas eleições para os legislativos federal, estadual e municipal. Por isso, a eleição é denominada de proporcional. Para prefeito, governador e presidente, a eleição é majoritária. Às vezes, na eleição proporcional, acontecem alguns absurdos. Recentemente, o cômico Tiririca se elegeu deputado federal com mais de 1,5 milhão de votos. Só a votação dele deu para eleger mais quatro ou cinco deputados pela legenda, mesmo tendo votação em torno de 800 ou 400 votos. Enfim, os candidatos a vereador no ABC precisam saber como funcionam a máquina eleitoral.

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