18 May 2022


A difícil eleição para presidente da Câmara

Publicado em Editorial
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19/01/13

A difícil eleição para presidente da Câmara

Eleger o presidente de uma Câmara Municipal, a primeira vista, parece ser fácil para qualquer prefeito, principalmente os que estão assumindo o mandato pela primeira vez. Essa facilidade, de um modo geral, acontece quando o prefeito consegue eleger a maioria dos vereadores, dos quais boa parte pertence ao seu partido.

No entanto, nem sempre essas facilidades conseguem ser materializadas. A eleição na Câmara é difícil porque os votos pertencem a um grupo fechado, assim, é mais fácil negociar com poucos eleitores. Há um caso, como exemplo, que aconteceu numa eleição na Câmara de São Paulo, quando foi eleito o primeiro negro para presidente. O nome desse vereador não foi conseguido no Portal da Câmara e nem na Galeria de Presidentes, pois o portal do Legislativo paulistano e demais temas pesquisados no Google não têm a relação dos presidentes, porque o Legislativo paulistano tem 450 anos de existência. Mesmo assim, vamos relatar o que aconteceu com alguns equívocos. O vereador João Brasil Vita, com diversos mandatos, era candidato a presidente.No dia anterior ao da votação, reuniu todos os vereadores, que prometeram votar nele, para dormir num hotel. Na manhã seguinte iriam juntos ao local da votação. Esse cuidado era para evitar que esses vereadores mudassem seus votos. No grupo fechado com Brasil Vita, havia um vereador negro. No dia da eleição, no plenário da Câmara, antes da votação, os adversários de Vita conseguiram “dobrar” o vereador negro prometendo que ele seria o primeiro presidente negro do Legislativo de São Paulo. Não deu outra.

No ABC, as dificuldades são enormes para eleger presidentes das Câmaras de Santo André, São Bernardo e São Caetano. Neste ano de posse de prefeitos e vereadores, aparentemente, a eleição parece fácil para quem se elegeu prefeito pela primeira vez. O problema aconteceu em Santo André, pois a oposição venceu o candidato oficial do prefeito Carlos Grana (PT). Conforme foi publicado na coluna Mirante, na edição passada, a equipe do prefeito não foi feliz na negociação, pois apresentou proposta inferior aos vereadores novatos em relação aos mais antigos. Não deu outra, a revolta dos novatos foi por 11 votos a 8 sobre o candidato do prefeito. Em São Bernardo, o prefeito Luiz Marinho, experiente por causa de duas eleições em seu primeiro mandato, conseguiu eleger um vereador do PT, Tião Mateus, para presidente. No primeiro mandato, as coisas foram diferentes. Marinho deixou o trabalho de relacionamento com os vereadores com sua equipe política para eleger um petista em duas eleições. Na primeira, logo após assumir o mandato, o prefeito foi obrigado a aceitar o “prato-feito” pelo vereador Otavio Manente (PPS), que se tornou presidente, pois seu filho Alex apoiou Marinho. Na segunda eleição, a equipe de Marinho vacilou e o vereador Hiroyuki Minami (PSDB) ganhou o pleito. O nó ficou na garganta de Marinho. Neste ano, tarimbado, cuidou pessoalmente dos contatos com vereadores. Elegeu seu candidato com 20 votos, num total de 28 vereadores. Em São Caetano, o prefeito Paulo Pinheiro (PMDB), com bastante vivência no Legislativo, precisava decidir quem poderia vencer o grupo formado por cinco vereadores do PTB, que com mais cinco votos num total de 19, venceria o pleito. O prefeito Auricchio, com sua equipe, queria, porque queria, eleger o presidente da Câmara. Pinheiro, assim, resolveu a questão apoiando a reeleição do atual presidente Sidão da Padaria (PSB), que desde o término da apuração dos votos estava em campanha para se reeleger. Dois dos três prefeitos eleitos em Santo André, São Bernardo e São Caetano tiveram problemas com a eleição. Em São Bernardo, as coisas correram sem problemas.
Última modificação em Sexta, 01 Fevereiro 2013 09:37
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