23 Sep 2018


Por que devemos relembrar Marechal Rondon?

Publicado em ETHEVALDO SIQUEIRA
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O Brasil todo deveria comemorar este Dia Nacional das Comunicações – como fazia no passado. Ele foi escolhido nos anos 1960, em homenagem ao Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que implantou mais de 6 mil quilômetros de linhas telegráficas, interligando o Rio de Janeiro, antiga capital, ao Amazonas.
Rondon nasceu em 5 de maio de 1865, no povoado de Mimoso, então pertencente ao município de Santo Antônio do Leverger, no Estado de Mato Grosso. Foi um brasileiro extraordinário. Descendente de índios terena, bororo e guaná, foi exemplo de humanista, de idealismo, pacifista e protetor dos índios brasileiros, Rondon pode ser considerado uma das figuras mais notáveis da história do Brasil. Ao longo de sua vida, realizou três grandes trabalhos.
• O primeiro foi a construção de mais de 6 mil quilômetros de linhas telegráficas, interligando o Rio de Janeiro, então Capital do País, à Amazônia, entre os anos de 1890 e 1916.
• O segundo trabalho foi a defesa do índio.
• O terceiro, a demarcação de mais de 8.500 quilômetros de fronteiras terrestres do País;
Como reconhecimento ao seu extraordinário trabalho, foi escolhido como Patrono das Comunicações brasileiras. Para os índios, as linhas telegráficas eram a “língua do Mariano”. Rondon, por sua vez, dizia que elas eram as “sondas do progresso”. Por essa obra extraordinária, Rondon ganhou das Forças Armadas o título de Patrono das Comunicações Brasileiras.
Defensor convicto dos indígenas brasileiros, Rondon foi idealizador e primeiro diretor do antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI) – criado no governo do presidente Nilo Peçanha, em 1910, hoje Funai-Fundação Nacional do Índio.
Seu lema no contato com as tribos indígenas era: “Morrer, se preciso for. Matar, nunca”. Com essa visão profundamente humanista, Rondon se consagrou no País e no Exterior, na defesa dos nossos índios, que, na sua opinião, “deveriam ser considerados os mais legítimos donos das terras descobertas por Cabral”.
Ninguém defendeu de forma tão apaixonada a integridade do território brasileiro como Rondon, que chefiou diversas missões demarcatórias de fronteiras e viajou mais de 100 mil quilômetros de sertões, cruzando rios, picadas na floresta, caminhos toscos ou estradas primitivas.
Em sua autobiografia, ele relembra com orgulho que percorreu e inspecionou por três vezes, os mais de 8.500 quilômetros de fronteiras terrestres do Brasil, com a América do Sul, do Oiapoque ao Chuí.
Além disso, o Marechal Rondon fez o levantamento cartográfico da região que hoje constitui o Estado de Rondônia, cujo nome foi dado em sua homenagem ao antigo Território Federal do Guaporé, em 1956, por decisão do governo federal, ao acolher sugestão de Roquette-Pinto.
Entre 1907 e 1909, o grande brasileiro percorreu e inspecionou 5.600 km de linhas telegráficas. A partir de 21 de janeiro 1914, ele comandou a histórica Expedição Científica Rondon-Roosevelt, em companhia do ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt (terceira foto). A expedição percorreu quase 3.000 km e descobriu nascentes de rios e refez praticamente todas as cartas geográficas de Mato Grosso e do atual Estado de Rondônia.
O presidente Theodore Roosevelt ficou impressionado com o Marechal. E disse que, “como homem, Rondon tem todas as virtudes de um sacerdote. É um puritano de uma perfeição inimaginável na Época Moderna. A América pode apresentar ao mundo duas realizações ciclópicas: ao norte, o canal do Panamá; ao Sul, o trabalho de Rondon, científico, pragmático, humanitário".

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