24 Jun 2018


Que seus filhos vivam a verdade

Publicado em GUILHERME LAZZARINI
Lido 53 vezes
Avalie este item
(0 votos)

Para quem, atualmente, tem seus bons quarenta anos ou quase, deve se lembrar dos riscos de vida que corríamos quando crianças. Porém, cá estamos para boas-histórias contar.
Nossos berços eram feitos com tintas tóxicas, de modo que a altura da grade era convidativa para dar umas escapadas vez em quando; mais tarde, quando aprendemos a andar de bicicleta, o capacete era dispensável - cotoveleiras e joelheiras também– nem mercado pra isso tinha - com aquele mertiolate eu achava que ia morrer, mas isso era o que nos salvava e, instantes depois, estávamos prontos para outras quedas. Os quarentões devem lembrar que air-bags não existiam e, cinto de segurança, tampouco era obrigatório. Eu, pelo menos, percorria longas distâncias naquela D20 cabine dupla preta de meu pai em que atravessamos inúmeras fronteiras.
A palavra ‘porcaria’ não era sinônimo de situação chata ou coisa ruim, era algo que comíamos bastante como hambúrgueres, batas fritas, chocolates, balas e afins. Gordura trans? O que é isso? Colesterol? Nem pensar! Não engordávamos com facilidade, pois estávamos sempre sentados naquele madeirite com quatro pequenas rodinhas embaixo, desenfreado a descer longas ladeiras. Nós mesmos produzíamos nossos rolimãs – e também skates, pipas, peões, jogávamos bolinha de gude, futebol de botão, brincávamos de esconde-esconde, mão-na-mula, entre outros.
Os nascidos no fim da década de 70 e início de 80 devem se lembrar que não existia nada mais prazeroso que Atari - nem o mais ultra-tecnologicamente avançado dos vídeos games atuais era melhor que aquele - e era preciso alugar fitas em locadoras de vídeo para jogar!
Não tínhamos celular, internet, home theater, DVD`s, web cam - nada disso existia e a convivência com as pessoas era das melhores. Televisão apenas alguns canais pegavam - o que tínhamos mesmo eram colegas e amigos os quais nos acompanhavam nas mais arriscadas atividades como subir em árvores, escalar muros e, no meu caso, surfar em elevador (já que eu morava em prédio).
E aqui estamos! Apertávamos a campainha do vizinho e fugíamos, mas os vizinhos não processavam nenhum pai. Íamos a pé para a casa dos amigos, para a escola e criávamos jogos bacanas como rodar o caderno no dedo e ficar passando um para o outro, sem deixá-lo cair.
Os resultados estão aí: essa geração criou a maior empresa do mundo de busca na internet, e tem sido uma explosão de inovação e ideias. Também tínhamos fracassos e responsabilidades, claro, porém, aprendemos a lidar com tudo.
Tivemos sorte de crescer como verdadeiras crianças, e esse é o desafio de um pai hoje: educá-los para viver na Verdade.

Última modificação em Quarta, 16 Maio 2018 14:20
Folha Do ABC

A FOLHA DO ABC traz o melhor conteúdo noticioso, sempre colocando o ABC em 1º lugar. É o jornal de maior credibilidade da região
Nossa publicação traz uma cobertura completa de tudo o que acontece na região do ABCDM.

Website.: www.folhadoabc.com.br/media/k2/users/anos.png
Mais nesta categoria: Está sobrando dinheiro »

Deixe um comentário

Make sure you enter the (*) required information where indicated.Basic HTML code is allowed.

Visite-nos no Facebook

Main Menu

Main Menu