24 Oct 2018

Publicado em GUILHERME LAZZARINI
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Era uma vez Pedro, um menino que não se interessava pela escola. Ele era muito ansioso e não consegui estudar direito. Sempre desejava que as aulas acabassem logo, e não via a hora de chegar os finais de semana. Numa tarde, enquanto pensava no futuro, perdeu-se floresta, sentou-se num banco e quando estava prestes a cair no sono apareceu uma moça:
-Olhe o que tenho aqui Pedro. - O que é isso? perguntou curioso - É a linha da sua vida. – E para que serve?
Então respondeu a moça: - Como vê essa linha tem uma pequena bola dourada na extremidade. Se você não tocar na linha, o tempo passará normalmente, mas se desejar que o tempo passe mais rápido, basta segurar nesta bola e puxar a linha um pouco para baixo. Certifique-se de que a linha, uma vez puxada, não mais voltará ao tamanho normal e, se aceitar meu presente, não conte para ninguém senão morrerás, você a quer?
Pedro tirou-lhe da mão dela sem nem pensar duas vezes, era exatamente o que procurava. No dia seguinte, na escola, ele não estava com paciência de ouvir a professora falar, lembrou de sua bola e fez a primeira experiência. Funcionou! A aula terminara rapidamente e, em poucos minutos já estava em casa. Pedro ficou maravilhado. Pensou, porém, que se desse um puxão mais forte o ano letivo estaria encerrado, poderia se casar e arrumar uma profissão, e foi o que aconteceu!
Agora ele era um exímio carpinteiro, subia em andaimes, consertava casas, construía portas, janelas, brinquedos de madeira, tudo. Adorava sua nova vida. Quando o pagamento demorava, bastava a linha puxar.
Casou-se com uma garota da escola. Na cerimônia, percebeu que o cabelo de sua mãe ficava grisalho, e refletiu sobre a rapidez com que puxava a linha, queria parar com esse hábito e deixar as coisas correrem, mas logo sua esposa ficou grávida, veio um filho, e todas as vezes que a criança ficava doente, Pedro usava sua bola mágica para que o menino se curasse.
A vida para ele não tinha percalços, ou sofrimentos. A linha agora passava da cor dourada para prateada, seu rosto tinha rugas, sua esposa dera mais dois filhos e ele já perdia a paciência com a criançada. Desejou, pois, que os filhos já estivessem formados e, num longo puxão da linha, seus filhos já não mais estavam com ele. Cada qual trabalhava em diferentes cantos do país. Era ele e a esposa, agora. Ficava velho e suas costas doíam, já não exercia a profissão com afinco, e pensou em se aposentar, ao que foi só fazer uso da linha.
Certa vez ouviu uma voz: – E então, Pedro, como está sendo sua nova vida? A mulher que lhe dera a linha da vida parecia não ter envelhecido. - Não estou certo se gostei, visto que o tempo passou rápido e não aconteceu nada em minha vida de interessante. Puxar a linha só vai antecipar minha morte, desabafou. -Bem, posso conceder-lhe um último desejo se preferir. – Sendo assim, eu, portanto, gostaria de viver minha vida de novo, já que poderei experimentar coisas ruins da mesma forma que as boas. E então ele voltou à vida.
Deitado em sua cama, sua mãe chamava: -Acorda Pedro. Vá para escola!
Seu sonho, dali em diante, era focar na qualidade de vida. Portanto, ele conseguiu controlar seus anseios, aprendeu a ter paciência e melhorou muito nos estudos.

 

“O tempo não é algo que pode voltar para trás, portanto plante seu jardim e decore sua alma, invés de esperar que alguém lhe traga flores” autor desconhecido.

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