26 May 2020

Publicado em GUILHERME LAZZARINI
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Em toda relação as brigas são inevitáveis. Um casal precisa de muito preparo psicológico a fim de controlar um matrimônio.
A filha, já impaciente, foi ter com o seu velho e sábio mentor:
- Pai, não aguento mais o João, eu sei que estamos casados há 14 anos, mas está muito difícil continuar essa relação.
- E o que ele acha minha filha?
- Pra ele está tudo normal. Chega tarde do trabalho e ainda tem a cara de pau de dizer que faz horas extras!
- Filha,os homens, por mais que tenham outras mulheres, não vão querer se separar. Mas, se as mulheres cometerem adultério, aí sim vão querer se separar. É importante sempre pedir perdão, seja o homem, ou a mulher.
- E o senhor acha que eu vou aceitar que ele fique com outras?
- Veja! Quem quis se separar de mim foi sua mãe. Eu jamais mencionei a quebra do matrimônio a ela, pode perguntar que ela confirma.
- Claro que ela quis separar de você... Com quantas mulheres você não se relacionou quando você era proprietário daquelas casas de shows, baladas, bares e não sei mais o quê?
- Mas eu nuca faltei com as provisões da casa, nem com recursos financeiros, e muito menos com vocês. E ela pode confirmar tudo isso. A escolha dela foi trocar a vida que ela tem hoje, por uma vida que era muito melhor antigamente.
- Eu não acho que é melhor nós mulheres ficarmos com nossos maridos mesmo sabendo que eles nos traem.
- Bom, e o que você sugere filha?
Depois de muito conversarem, aliás após dias a manter diálogos a respeito do destino do casal, a filha chegou à conclusão de que queria se vingar.
- Olha filha, esse não é o melhor caminho e eu nem deveria estar te falando isso, eu não quero me meter na relação de vocês, mas se você der essas drogas fortes para ele do jeito que você está pretendendo, você pode matá-lo, sabe disso, não?
- Que droga o quê, pai... que matar o quê... eu só vou colocar na bebida dele uns remedinhos, não vai matar não!
- Bem, eu só não quero que você vá para a cadeia e tampouco quero que o pior te aconteça, e não torço para que aconteça algo de ruim para ele também, pois esses 'remedinhos' que você está falando acelaram o coração e a pessoa pode ter taquicardia.
- Ah, por favor pai, não é vingança não. É punição! Eu só vou pregar um susto nele. Você sabe onde arrumar essas coisas, você era da noite, mesmo!
- Bem, está ok, para falar a verdade eu também me puno e fico lembrando das coisas que eu fiz naquela época com sua mãe e; hoje em dia, sinceramente; não acho muito justo. Porém, responda-me uma coisa: ele briga com você?
- Que nada pai, ele é sossegadão, nem sequer fala! Chega tarde todo dia em casa e quem briga com ele sou eu.
No dia seguinte o pai entregou à filha os comprimidos na condição de um tratado:
- Eu não sei o que acontece na casa de vocês filha, mas mesmo que ele continue a chegar tarde, eu exijo que você o trate bem, seja gentil, agradecida, paciente, carinhosa, menos egoísta, retribuia sempre e escute mais, enfim cuide dele. Eu duvido que ele não goste de você. E amanhã quando ele acordar já sentirá uma leve dor de cabeça, a coisa vai piorar e em três dias ele será incapaz de trabalhar.
Após breve discussão, a filha concordou com o trato, tão logo dissolveu as ampolas no suco, leite e afins.
No primerio dia ela o tratou bem, fez café da manhã, não brigou com ele por ter chegado atrasado e ganhou um cafuné no final da noite. No segundo dia, ela cuidou dele muito bem, foi paciente, não gritou com ele como de costume, porém ela não entendia o porquê de os remédios não fazerem efeito, de modo que os carinhos eram recíprocos. No terceiro dia, antes de o marido voltar pra casa, a filha liga para o pai:
- Pai, eu não quero mais que ele fique doente, eu passei a amá-lo, e parece que ele está muito mais atencioso comigo. E agora, como reverter o efeito do remédio?
- Filha, dificilmente efeitos de remédios se revertem, mas fique tranquila, nada acontecerá com ele.
A garota ficou curiosa: - Ué, por que, pai?
- Porque o que eu lhe dei foram cápsulas de açúcar. O veneno estava em você filha! Era você quem o tratava mal e brigava, e muito provavelmente era por isso que ele te traía. Era a maneira dele de lhe punir.
Que possamos fazer as pazes conosco e nos perdoar. Que tratemos os outros como gostaríamos de sermos tratados. E que tenhamos iniciativa de dar, amar e doar.

“Ser feliz todos os dias é inevitável, desilusões são inevitáveis, até o desânimo é inevitável. O que não deve ser inevitável é o regresso. Siga em frente sempre.” - autor desconhecido

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