17 Jun 2019

Publicado em GUILHERME LAZZARINI
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Agir com humildade, atenção, dar prova de respeito, trocar sinais de benevolência; um pedido de perdão até mesmo um simples ‘olá’ são gestos simples que não desperdiçam tempo, sequer custam.
Tem dias que acordamos chateados, existem fases nas nossas vidas em que o desânimo é inevitável, seja por motivos financeiros, pessoais, familiares, profissionais e não raro tudo isso junto. Em alguns casos são apenas passagens que o tempo cura, em outros casos esse tempo demora tanto que o desgosto passa a fazer da rotina. A sabedoria está justamente em se manter forte e procurar viver feliz – e imaginar que o seu conhecimento terá a oportunidade de encontrar dias melhores, em que segue a esperança.
Um segurança de um frigorífico que ficava na portaria interna principal da companhia via centenas de pessoas entrarem e saírem todos os dias. Alguns lhe davam bom dia, outros não falavam com ele; existiam aqueles que eram mais afeitos a uma prosa, e havia os que chegavam e iam embora como se não houvesse ninguém na portaria.
Um dos funcionários havia começado na empresa há pouco mais de um mês e ele trabalhou normalmente como todos os dias. Quase no fim do expediente o moço precisou pegar algo dentro de uma das câmaras frias, abriu a porta, porém, deixou-a fechar de modo a ficar trancado lá, pois a porta só abria por fora. O homem desesperou-se, pois sabia que estava preso agora. Ele tentou de todas as maneiras sair dali, a temperatura estava congelante, o rapaz já estava a pensar que ia morrer. A ronda era feita diariamente pelos serventes da companhia, mas as câmaras frias eram as últimas a serem inspecionadas, de modo que demoraria muito até alguém encontrá-lo e, quando o fizessem, já seria tarde talvez. Contudo, após quase meia hora, a porta abre-se. Era o segurança.
O colaborador ficou aliviado, agradeceu-o e quis saber:
-Como o senhor sabia que eu estava aqui preso, se a ronda iria passar só daqui umas duas horas, e ainda assim esse não é nem o seu serviço?
-Simples. Eu vigio aquela portaria o dia inteiro. Trabalho aqui há 25 anos, vejo todo mudo que entra e sai, mas algumas pessoas são especiais. Você está aqui há pouco tempo e toda vez que o senhor chega, me cumprimenta. Quando o senhor vai embora, se despede de mim. E hoje eu só ouvi o seu ‘bom dia’. Senti falta do seu ‘até amanhã’. Pra você eu sou alguém. Pra você eu não sou apenas mais um. Senti sua falta, fiquei preocupado e desconfiei que pudesse estar preso.
O homem agradeceu-o com um abraço caloroso.

“A atitude de uma pessoa de fazer o bem para a outra é apenas reflexo do bem que recebemos” – autor desconhecido

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