10 Dec 2018


Backpackers – A aventura de dois mochileiros

Publicado em GUILHERME LAZZARINI
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Eram dois amigos que pegaram um vôo de Guarulhos e foram dar em Lisboa, cidade mais populosa de Portugal, sem não antes fazerem escala em Amsterdã, onde tiveram experiências gastronômicas inusitadas. Em Lisboa visitaram o Castelo de São Jorge, foram até a Praça do Comércio, andaram pela orla do Rio Tejo, pegaram um ferry-boat, atravessaram por sob a Ponte 25 de Abril e foram visitar uma tia de um dos viajantes na cidade de Almada, e também degustaram bons vinhos na Península de Setúbal.
De lá pegaram uma carona e foram até Sevilha, Espanha. Ali estava tendo a Festa da Semana Santa, onde irmandades desfilavam nas ruas saindo de templos e igrejas. Conheceram umas garotas que tentaram lhes ensinar o flamenco, mas os dois jovens rapazes de 27 anos não eram muito afoitos às danças. De trem foram até Madrid, a primeira coisa que fizeram foi visitar um dos maiores estádios de futebol do mundo, o Santiago Bernabéu, com capacidade para mais de 80.000 pessoas, de modo que se acomodaram num hostel no centro da cidade onde conheceram  gente do mundo inteiro. Um dos rapazes se uniu a uma norueguesa cujos traços eram hispânicos, por isso mesmo surpreendentemente era uma bela morena que parecia que havia feito permanente afro no cabelo. O outro jovem começou a namorar uma sul-africana de olhos cor de mel e madeixas louras que por poucos centímetros não nivelavam à sua cintura de pilão, tão magra era. Foram tomar um café na Plaza Mayor naquela tarde fria e ensolarada.
Despediram-se das moças, não antes sem trocar email e telefones, pegaram um avião e foram ter em Nova Deli. Visitaram pontos turísticos como a Porta da Índia, Templo de Akshardham - uma das construções mais imponentes que eles já viram - e o Templo de Lótus, a construção moderna mais bonita que tiveram conhecimento. Do hotel onde eles se hospedavam tentaram dar entrada no visto para aquele que era o destino, um país ao sul do continente asiático, oficialmente conhecido como República da União de Mianmar, país este que havia sido aberto para visitação turística há poucos meses. Porém, alguém do hotel lhes disse que não havia necessidade de esperar pelo visto ser aprovado, pois era só chegar no aeroporto da capital de Mianmar e dar entrada lá na hora mesmo. Com essa informação valiosa os dois peregrinos pegaram um vôo até Naypyidaw - capital de Mianmar, logo a polícia federal exigiu:
- Visto por favor.
- Como assim visto? Indagou um deles num inglês tão macarrônico quanto o do agente. –Nós não temos visto!
- Então desculpe, vocês não podem entrar.
- Mas nos disseram que era só chegar aqui no aeroporto e dar entrada no visto que estaria tudo certo. Disse o outro amigo.
- Vejam bem, continuou o oficial alfandegário, vocês terão que ir até a Tailândia e dar entrada lá, o procedimento é rápido e o visto sai na hora.
Os dois viajantes agradeceram ao solícito agente e pegaram um trem a fim de atravessar a fronteira para o país vizinho, cuja capital é Bangcok. Lá tiveram aquilo que eles chamam da experiência espiritual mais valiosa. Ficaram dois dias na capital da Tailândia - o suficiente para terem um conhecimento que ninguém nunca irá tirar. Estiveram em contato com costumes onde, até mesmo, em restaurantes se comia com as mãos.
Tudo certo para o visto, conseguiram entrar em Mianmar, pois. O país possui a maior quantidade de templos budistas do planeta, cada esquina tem um. Logo de início perceberam que muitos cidadãos ali mascam um tipo de folha de tabaco com nozes, o que deixa os dentes sujos e os fazem cuspir a todo instante. O trânsito é caótico, as mãos nãos saem da buzina, os trajes são panos de tons pastel, os homens são carecas e magros, e todo mundo reza. As pessoas são simpáticas e adoram sair e fotos.
Nos três dias que se seguiram eles tinham ao lado um guia, cujo inglês era bem carregado no sotaque - o jovem budista usava um objeto brilhante na testa e tinha cabelos ralos, adorava contar historias locais e os levou a templos, restaurantes, templos, igrejas, templos... E o sol queimava! Eram quase 40 graus todos os dias sem um sinal de vento. A frase mais difícil de entender era: ‘use filtro solar’ – uma ótima sugestão do simpático guia, alias.

 

“Evite a impaciência. Você já viveu séculos incontáveis e está diante de milênios sem fim” – autor desconhecido.

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