17 Jan 2018

Publicado em GUILHERME LAZZARINI
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Asteroides - Quando era pequeno eu vivia a sonhar o que queria da vida. E umas das ideias era ser astrônomo, de maneira que logo percebi que minhas aptidões para se calcular uma simples equação de primeiro grau me proporcionavam certa dificuldade para entendê-las. Dá-me a impressão de que as pessoas que um dia desejaram estudar o céu gostam de viver no mundo da lua.
Simbolismos à parte, um curso de astronomia ainda faz parte dos meus planos – só para conhecimento. Nessa cidade de pedra é muito difícil vermos estrelas por conta da poluição, mas às vezes quando estamos na praia ou interior do estado, a noite está iluminada. Nesses casos quando olho para o céu, não são apenas estrelas cintilantes que vejo, de modo que eu gostaria muito de me surpreender com um disco voador, mas esse tampouco é o caso.
No céu há muito lixo espacial, restos de satélites artificiais ou sondas que orbitam a anos-luz da nossa cabeça. Estrelas cadentes também são muito comuns, tão comuns que, a olho nu, podemos ver cerca de dez estrelas cadentes no intervalo de uma hora – elas nada mais são do que meteoritos que se chocam e espalham seus pedaços universo a-dentro – um desses estilhaços é o que vemos “cair no céu”, mas quando você fizer um pedido, torça para que não caia em sua cabeça – fenômeno esse que é fatal em algumas regiões do planeta.
Grandes asteroides, em longos intervalos de tempo, passam próximos à Terra mas não representam risco de impacto, e se você quiser ver um astro desses a cambalear taciturno pelas noites da imensidão noturna, irá precisar de um telescópio com lente de mais de 15 centímetros - Eu adoraria. Imagina uma coisa de 400 metros de diâmetro raspando a 325 mil quilômetros de distância.
Baleias - Outra coisa que eu sonhava em trabalhar era com o mar – ou algo ligado às salgadas águas dos oceanos: marinheiro, salva-vidas, surfista, piloto de barco, biólogo marinho... enfim, pescador não, porque se eu fosse um peixe não queria morrer pela boca – pois é... eu gosto de natureza: céu, mar – porém, feliz, ou infelizmente, nasci na cidade grande e as idas para a praia se tornaram cada vez mais raras, mas hei de ter minha casa de veraneio, ainda que num médio espaço de tempo. Na minha vida passada eu devo ter sido “alguém do mar”.
Na agência de Intercâmbio onde trabalho conta-se uma historia de um dois brasileiros que surfavam no mar da Austrália e toparam com uma baleia jubarte em pleno habitat se me-xendo como se fosse uma profissional do nado sincronizado. Os caras invés de se assustarem fizeram o inverso: aproximaram-se do mamífero de 17 metros. Ela emergia a superfície a todo momento para buscar o mesmo ar que respiramos, e o bicho de 40 toneladas não dava a mínima para os dois intrusos de 80 quilos que corriam o risco de virarem um belo banquete,  com o pôr do sol na linha azul do horizonte marítimo.
É no mínimo fascinante! Pra mim seria um privilégio, assim como para os aventureiros em questão. As baleias jubarte, geralmente se aproximam da costa em busca de comida e, para preservar esses mamíferos, a guarda costeira alerta a todos para que não aproximem e, caso fizerem, estarão sujeitos à multa. Os caras deram sorte, além de não se-rem comidos, nem multa receberam.
Os avisos das autoridades vêm em forma de preservamos a espécie que corre risco de extinção.

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” - Antonie Lavosier (1743 – 1794, Paris) - químico.

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