17 Jan 2018

Publicado em GUILHERME LAZZARINI
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Dia desses li uma matéria sobre uma mãe com quatro filhos. O pai trabalhava o dia todo, aliás, não poderia ser diferente. Eu, com três filhos, já me acho maluco, esse pai, então com quatro, duvido que planejou isso. Nenhuma mãe planeja 'ficar atrás' de filhos a vida inteira, cansada, preocupada, estressada, e ainda corre o risco de ser 'dominada' por eles. Nessas circunstâncias o plano dos pais são prorrogados para um longo espaço de tempo. E a educação nesses termos, às vezes, é esquecida em razão da pressa.
Seria muito interessante, por exemplo, levar os filhos num lar de idoso para ensiná-los a respeitar os mais velhos. Seria de grande valia 'visitar' a Etiópia a fim de mostrar o valor que eles devem dar à comida, em invés de falar: 'eca, mãe, não quero comer isso”. Visitar uma favela com esgoto à céu aberto, e dizer para o filho que pessoa que moram em lugares quase inabitáveis, onde até água falta. (quem sabe meus filhos não gastariam tanto tempo no banho!).
Mas não dá para fazer isso. A mãe tem que cozinhar, levar a prole na escola, fazer compras, arrumar a casa e nunca parar de organizar o lar, porque é sempre uma bagunça.
Eu sou um ‘impaciente’ confesso. Se eu tiver que colocar as crianças na linha, vai ser do meu jeito, então adoto a filosofia dos macaquinhos: não vejo, não ouço, não falo. Pois se eu tiver que me intrometer, aí a coisa vai ser séria. Se eu tivesse que por de castigo, seria todos os dias. Se tivesse que dar uns tapas no bumbum seria sempre e a frase 'pára de chorar' seria a mais pronunciada. As mãe, geralmente, ficam mais tempo com os filhos, cedem, portanto, à vontade deles - e, ao meu ver, isso é compreensível, pois só quem tem filho sabe o significado da palavra 'ceder', e o valor dos termos 'ok filho, pode ir'; 'tá bom... pode fazer'.
Pais de filhos pequenos sabem a verdadeira força que a simples palavra 'sim' tem.
Mas é preciso dizer não, né? E é exatamente esse equilíbrio que torna mais desafiadora a educação de crianças. Às vezes, a criança faz birra na hora de comer, e o negócio é não dar atenção à manha e, caso se recuse mesmo a comer, tira o prato. A fome vai apertar!
Filhos aprendem muito quando observam o comportamento dos pais, portanto é bom não reagir a um chilique com um acesso de raiva, já que sinais de descontrole por parte dos pais farão a criança sentir-se tão poderosa quanto o capitão américa – o negócio é falar firme em tom normal e mostrar que a criança não conseguirá nada no choro.
Na hora de dormir não sou o melhor contador de histórias – até leio vez em quando pra eles. Não porque não sei contar, ou me falta repertório, tenho a capacidade de criar contos sobre girafas fazendo amizade com leões, mas fato é que não uso essa prática, de maneira que eles dormem na frente da TV. Sempre!
As mães que colocam interesses e vontades dos filhos sempre acima dos seus, sofrem consequências por serem vítimas disso, de modo que não se criará uma criança perfeita, e, às vezes, o excesso de incentivo pode causar efeito colateral desastroso, como se tornar 'dominada' pela prole, é assim que se produz pequenos tiranos em casa. Algumas mães deixam emprego por causa de filhos e ficam extramente satisfeitas por isso, outras não.
Para o homem, tampouco, tem sido fácil. A mulher conquistou o mercado de trabalho, tornou-se financeiramente independente, acumulou responsabilidade dentro e fora de casa. O que restou para o homem foi cobrança e uma percepção difusa de seu real papel – mas isso se definirá com mais clareza nas próximas décadas.

Quando houver mais de uma explicação, a mais simples em geral é a certa”.Dan Brown, do livro Ponto de Impacto.

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