23 Sep 2018

Publicado em GUILHERME LAZZARINI
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Não importa se você é rico, gordo, feio, pobre, bonito, - a criança não enxerga essas coisas. Independentemente de sexo, religião, cor, credo, classe social - a criança ama incondicionalmente.
Se seu filho confundiu a panela com a bateria e a colher de pau com o bastão, de modo que você ficou furiosa com ele, logo estará ao seu lado a solicitar-lhe atenção. Se você esbraveja só porque a criança rabiscou um documento importantíssimo que você esqueceu sobre o criado-mudo; algumas horas após ela estará com a cabeça encostada no seu ombro a pedir-lhe carinho.
De vez em quando, nós mesmos, os adultos ouvimos coisas do tipo: 'para com isso, não seja ingênuo!' - como se a característica de ingênuo fosse a pior coisa do mundo. Absolutamente! Minha avó, por exemplo, morreu com oitenta anos sendo ingênua, viveu muito bem, e isso nunca foi uma desvantagem: minha mãe é ótima pessoa, assim como meus tios e a educação que eles receberam foi excelente.
E então o filho chega em casa a reclamar que o coleguinha da sala o empurrou, e o pai diz: 'Não seja bobo, filho, vá lá e revide'. Pra quê? Pra gerar violência? Talvez o mais correto a fazer fosse ignorá-lo de modo a não mais falar com esse "coleguinha". Ok, a vida tem suas vantagens e desvantagens em fazer-nos aprender que, alguns momentos, não podemos ser tão ingênuos, mas a pureza do ser humano tem muito de nossa consciência. Se você achar uma carteira com cem reais e o RG, você entrega ao dono?... é a sua consciência que manda!
A criança não faz por mal, não mede controle... às vezes solta um palavrão porque ouviu alguém falar, mas cabe aos pais advertir. Já diziam grandes filósofos da época antes de Cristo: A retórica é o melhor remédio. Ou seja, fazemos valer a máxima do Velho Guerreiro: 'quem não se comunica se estrumbica' (sic).
Pedro Henrique, 9, era filho único até um ano de idade quando vieram os gêmeos, o que reduziu em 33,33% a atenção voltada para o primogênito, de maneira que causou-lhe insegurança. Soma-se a isso o fato de termos tirado a chupeta do Pedro precocemente. Resultado: chupa dedo até hoje, entre outras características de crianças inseguras.
Tentei ensinar do meu jeito: "Pedro, vier não é tão fácil como parece. Ninguém vai ficar passando a mão na sua cabeça. Esteja certo que a vida vai te dar umas porradas, mas não importa o quanto você vai cair, importa o quanto você vai aguentar. Resista! Pois você consegue. E nunca permita os outros falar que você não pode, porque você pode!
Uma conversa, às vezes, basta. Isso faz com que o ser humano cresça com objetivos a cumprir.

“Primeiro a chuva, depois o arco-íris. Acostume-se com essa ideia” autor desconhecido

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