25 Jun 2018


Um país próspero que produz milagres

Publicado em GUILHERME LAZZARINI
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Semana última assisti uma reportagem que documentava a vida dos mendigos, e me perguntei se seria possível reintegrá-los à sociedade. Tal desafio é uma constante nas gestões das nações do globo, porém, a Finlândia, um país pobre até os anos 50 solucionou a questão com uma estratégia óbvia: concedeu benefícios vitalícios aos sem-teto como casa, emprego, cursos. Pode ser caro manter isso tudo, mas o Brasil não teria dinheiro? Operação da Polícia Federal descobriu que apenas um dos políticos presos tem 23 milhões de dólares na Suíça; os bancos estão devendo quatro bilhões de reais;  uma empresa ligada ao governo possui 59 Bilhões em contrato só com petrolífera – some tudo isso, e não é nem 1% de toda a grana desviada neste país.
Atualmente a Finlândia, país nórdico, tem o melhor Desenvolvimento Econômico do planeta e é o número 1 no ranking de Qualidade de Vida. Possui a melhor educação pública do mundo num modelo de ensino que privilegia o raciocínio lógico; um país onde o magistério é uma carreira de prestígio e a profissão de professor é mais concorrida que a de medicina. Um lugar onde alunos têm menos aulas e também menos provas – e ainda assim estão entre os melhores!
Não existe mensalidade escolar no país. O parlamento Finlandês decidiu que todas as crianças estudariam em escolas públicas de qualidade, ou seja, o filho do empresário e o filho do servente estudam lado a lado e o ensino é gratuito desde a pré-escola até a universidade.
É inadmissível permitir que a qualidade de educação de uma criança dependa da condição econômica da família, por isso o milagre finlandês foi a inclusão social, ao tirar pessoas da rua. Esse país onde o aluno não quebra a janela da escola tem, no professor, um profissional muito valorizado: As Universidades lá oferecem um curso para quem quer se formar professor – e é grátis. Ter mestrado é qualificação básica, mesmo na educação pré-escolar, e respeito e consideração são palavras de ordem aos mestres. O salário bruto de um professor primário é a metade do que ganha um deputado do parlamento da Finlândia.
Esse país escandinavo, com pouco mais de cinco milhões de habitantes, conseguiu fazer com que a carreira de um magistrado fosse mais concorrida que engenharia, ao reduzir a carga horária de aula, bem como a quantidade de avaliações: isso atesta que, para ser um bom aluno, não precisa estudar tanto e fazer inúmeras provas. A sugestão é simples: relaxar e ter prazer em criar e aprender. Deve-se raciocinar de forma independente, invés de decorar fórmulas só para passar de ano.
Finlândia é um dos países mais prósperos do mundo e não podemos acreditar que o Brasil respeite a própria bandeira já que nunca progredirá ao aumentar a carga horária excluir matérias. Por lá existem aulas de inovação e empreendedorismo nas escolas, enquanto o Brasil pontua a maior taxa de fechamento de empresas por falta de incentivos ao empreendedor.
Educação pública de qualidade não é apenas resultado de políticas educacionais, mas também de políticas sócio-igualitárias ao garantir saúde e moradia a todos, bem como um bom aprendizado.

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