08 Apr 2020

Publicado em José Renato Nalini
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A inovação vai acarretar mudanças profundas no mundo do trabalho. Muitas profissões serão parcial ou inteiramente automatizadas. Dentre elas estão a advocacia, a análise financeira, a medicina, o jornalismo, a contadoria, a função de corretor de seguros, a biblioteconomia.
Os primeiros sintomas dão conta de que a 4ª Revolução Industrial está criando menos empregos do que as anteriores. De acordo com pesquisas fidedignas, menos de 0,5% da força de trabalho está empregada em empresas que não existiam na virada do século.
A tecnologia aumenta a produtividade, mas não multiplica as profissões no ritmo desejável. Dois pesquisadores da Oxford Martin School quantificaram o desemprego qualificando 702 profissões e os riscos de sua automação. Chegaram à conclusão de que 47% do emprego total nos EUA correm risco de ceder à automação.
Outra observação importante: serão criados empregos para funções criativas e de alto preparo ou sofisticação. Desaparecerão aqueles encarregados de funções automáticas e repetitivas.
Um exemplo de profissões mais propensas a cederem lugar à automação: operadores de telemarketing, responsável por cálculos fiscais, avaliadores de seguros, avaliadores de danos automobilísticos, árbitros e outros profissionais desportivos, secretários jurídicos, hosts e hostesses de restaurantes, lounges e cafés, corretores de imóveis, mão de obra agrícola, secretários e assistentes administrativos, exceto os jurídicos, médicos e CEOS, entregadores e mensageiros. Não se excluem, mas a longo prazo, os motoristas de caminhões e de automotores. O veículo autônomo é uma realidade que só depende de um pouco de investimento a mais para ser disponibilizado comercialmente.
Dentre as menos propensas a desaparecerem estão as funções de assistentes sociais de abuso de substância e saúde mental, coreógrafos, médicos e cirurgiões, psicólogos, gerentes de recursos humanos, analistas de sistemas de computador, antropólogos e arqueólogos, engenheiros marinhos e arquitetos navais, gerentes de vendas e diretores.
Tudo aquilo que o computador não conseguir fazer, como cortar cabelo, plantar e cuidar de jardins, acompanhamento e zelo em relação a crianças, deficientes e idosos, também não se mostra suscetível de substituição rápida.
No mais, o algoritmo é mais rápido e mais produtivo do que o ser humano. Por isso o desafio posto a cada ser humano a vivenciar esta era: reciclar-se, preparar-se, aceitar flexibilização e mudança de rumo e ritmo. Os tempos são outros. Quem não percebe isso pode ser rapidamente descartado. Mas quem se preparar enfrentará o porvir com galhardia e entusiasmo.

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