30 Mar 2020

Publicado em José Renato Nalini
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A 4ª Revolução Industrial deve ser encarada como “evolução”, mais do que “revolução”. Ela abre infindáveis oportunidades para quem souber se valer das novidades que ela traz. São infinitas.
Pense-se naquilo que representa a computação compartilhada, a tecnologia de objetos, a inexplorada “internet das coisas”. Esta representa a reunião de milhões de dados do sensor, integrados em análise preditiva feita em tempo real, convertida em auxílio aos tomadores de decisão.
Concilie-se a crescente capacidade computacional com armazenamento barato e os avanços da análise em tempo real de enorme quantidade de dados – os “big data” – e ver-se-á que o impossível deixou de existir. Tudo é possível, desde que se empenhe na consecução do resultado e se esmere na sua elaboração.
A internet das coisas vai transformar todas as indústrias, os serviços de saúde, os sistemas financeiros, o transporte, produção, transmissão e distribuição de energia, agricultura, serviços de cidade inteligente, educação, lazer e tudo o mais. Não é importante saber quantos os dispositivos estarão conectados à internet. Muito mais valioso será compreender o que eles conseguirão fazer.
A sustentabilidade será perseguida pela economia de resultados. Estes serão adquiridos por hora, por metro ou por litro, em vez da tradicional aquisição do maquinário. Richard Soley, Presidente e CEO da Object Management Group, nos Estados Unidos, dá o exemplo das companhias de aviões. Em lugar de possuir as aeronaves, elas são arrendadas. Também começaram a arrendar motores a jato e deixam cuidados e manutenção de tais peças nas mãos daqueles que melhor as conhecem: os fabricantes. As empresas aéreas obtêm maior eficiência, os fabricantes de motor a jato ganham novo fluxo de receitas e serviço.
É o jogo paradigmático do “ganha-ganha”. O serviço é melhor, mais rápido e mais barato.
Algo que deveria inspirar o Estado. Em regra, o governo faz tudo pior, mais lento e mais caro. Por que se meter a fazer aquilo que não é próprio dele, quando a iniciativa privada – porque não tem por si o Erário – é obrigada a ser muito esperta no trato dos recursos financeiros?
Provar que é inteligente é um desafio para o homem no século XXI e nos vindouros. Ninguém mais suportará a mesmice, a repetição de praxes anacrônicas, a perda de tempo e de dinheiro para a obtenção de resultados pífios.
Aos poucos, novas gerações descobrem que o mundo funcionaria melhor se tudo atendesse a uma outra lógica. Por que ter carro e não se servir dele apenas quando necessário, ou seja, usar mais uber e táxi? Por que possuir apartamento na praia, que o mantém subordinado a inúmeras amolações e gastos, quando o dinheiro economizado propiciaria férias em inúmeros lugares atraentes, sem a responsabilidade de IPTU, condomínio, - sem falar na inadimplência dos inescrupulosos - desgaste, mau uso por parte de familiares ou amigos, etc., etc.?
O mundo está convidando os criativos a perfilharem aquilo que a ciência e a tecnologia oferecem e a extrair delas o melhor proveito. Serão ganhadores os que enfrentarem os desafios e se propuserem a superá-los. Os que não temem o progresso e o reconhecem como etapa natural da evolução da humanidade. Os que não ignoram as mudanças, as disrupções e se dispõem a tomar parte delas, em lugar de ignorá-las. Pois as grandes disrupções já ocorrem na sociedade, nos transportes, na manufatura e na cultura.
Os derrotados serão os que permanecerem inertes ou, como avestruzes, enterrarem sua cabeça na areia e deixarem as coisas acontecerem. A transformação do mundo não vai ocorrer apenas no universo das TIC – Tecnologias de Informação e das Comunicações. Vão acontecer em todos os setores delas dependentes, ou seja, todos os setores, todas as organizações, todas as pessoas.
Quem viver, verá!

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