21 Feb 2020

Publicado em José Renato Nalini
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Sem adentrar à discussão a respeito da possibilidade de a inteligência artificial preponderar sobre a humana, é importante que o Brasil acorde em relação ao que está acontecendo no mundo. Hoje, pode-se afirmar que o conhecimento já não é o maior valor. Talvez tenha sido substituído pela mais inteligente fórmula de se filtrar o conhecimento e de fazer valer aquilo que é capaz de mudar – para melhor – a vida de todos.
Por que continuamos a insistir na repetição da mesmice, a fazer crianças e jovens decorarem, prestigiando apenas a capacidade de memorização? Por que desconsideramos a criatividade, a ousadia, a audácia e resistimos aos “outsiders”?
A história está repleta de exemplos de pessoas que pareciam fugir à normalidade e que se mostraram anormais, é verdade. Mas suplantaram em talento a geração de “nerds” aos quais foram comparados e considerados inferiores.
O impacto das tecnologias convida educadores – e educadores somos todos nós, a confiar no constituinte de 1988 – a investir no novo. A favorecer pistas alternativas. A estimular a invenção. A acreditar no pioneiro, naquilo que foge às regras. Já está provado que perseverar nas velhas trilhas leva ao velho fracasso. E a educação brasileira não pode ser considerada um sucesso.
Há um excesso de “donos da verdade” em matéria de educação. Proliferam os teóricos, aqueles que têm uma lupa que aumenta os defeitos e carências, evidentes e inevitáveis considerada a heterogeneidade do Brasil, a mediocridade de seus políticos e a omissão da parte lúcida da sociedade. Mas permanecem nas cátedras, a fustigar quem está na trincheira. Por que não vêm à sala de aula – ou a qualquer outro ambiente de aprendizado – e provam que suas teorias estão certas?
Enquanto isso, algumas sementes germinam no lodo. Crianças a respeito das quais o vaticínio seria o pior possível, superam suas amarras, vencem os obstáculos e conseguem concretizar seus sonhos.
Estes é que merecem aplauso e reverência. Mas há milhares de outros que só precisam de uma chance. Por que não detectá-los e oferecer a eles caminhos novos de aprendizado e de exercício da criatividade e do empreendedorismo?
O mundo está prenhe de necessidades. Infinitas questões aguardam resposta. Problemas solúveis não merecem atenção, enquanto a decoreba continua em sala de aula. Não é possível continuar a oferecer ao educando um PF, um “prato feito”, quando os apetites são tantos e os cardápios podem ser sedutores e nutritivos.
Há professores hábeis em despertar a curiosidade e o interesse do alunado. Não desistiram. A despeito da falta de reconhecimento, seja do empregador, seja do corpo discente, seja de sua família, continuam em busca do sonho.
Todos os vocacionados são chamados a virar o jogo e a provar que o estudante brasileiro não é retardado. Quando estimulado, quando se acredita nele, é capaz de milagres.
E o Brasil precisa urgentemente de milagres.

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