20 Jan 2018

Publicado em José Renato Nalini
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O ambientalismo tem um lema bastante divulgado: pensar globalmente, agir localmente. E isso tem uma razão de ser. De nada adianta fazer grandes proclamações, preocupar-se com o aquecimento global e não mudar rotina, repensar pequenos hábitos, converter-se a um comportamento compatível com as pretensas crenças.
Assim é também com o Pacto Global das Nações Unidas. A "simpatia" pelos princípios nele contidos é bom começo. Mas insuficiente. É urgente adotar práticas que evidenciem concreta adesão. Pois o Pacto Global não é instrumento regulatório, nem código de conduta obrigatório, ou fórum para policiar as políticas públicas. É uma iniciativa voluntária, que depende de conscientização de cada indivíduo. Seja ele cidadão ou não. O âmbito pessoal é fundamental para que os propósitos contidos no Pacto sejam convertidos em rotina existencial de qualquer ser pensante.
O Pacto não é novidade. Tem dezesseis anos ou dezessete, se retrocedermos ao seu anúncio, no Fórum Econômico de Davos em 1999. É uma iniciativa do ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, com o intuito de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
Ele foi formalizado em 10 princípios, que são: 1. As empresas devem apoiar e respeitar a proteção de direitos humanos reconhecidos internacionalmente; e 2. assegurar-se de sua não participação em violações destes direitos; 3. as empresas devem apoiar a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva; 4. a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório; 5. a abolição efetiva do trabalho infantil; 6. eliminar a discriminação no emprego; 7. as empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais; 8. desenvolver iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental; 9. incentivar o desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis; 10. as empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.
Tudo isso está endereçado às empresas, mas estas são instituições humanas, formadas por pessoas que se congregam para atingir objetivos comuns. Tanto os empresários como os integrantes dessa empresa, em qualquer nível, podem contribuir para que o Pacto não seja mero enunciado retórico, destituído de relevância. Se não houver seriedade nesses propósitos, todos eles tão essenciais à redenção do Brasil de seus males evidentes, enfatizados nos últimos anos, o futuro será mais sombrio do que se prenuncia.
A receita, portanto, é assimilar os princípios do Pacto. Vivenciá-los. Disseminá-los. Exigir que empresas e organizações adiram ao Pacto. E é fácil aderir. Basta acessar o endereço eletrônico http://www.pactoglobal.org.br/artigo58/Como-Aderir. Tanto a consulta como o envio da solicitação podem ser feitos de forma totalmente online.

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