20 Jan 2018

Publicado em José Renato Nalini
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A quarta revolução industrial está em pleno curso. Nem todos se deram conta. As modernas tendências já vinham se utilizando da expressão. Na Alemanha há tempos se fala em Indústria 4.0, aquela que detém o maior nível de complexidade tecnológica na história da humanidade. Ela se baseia em sistemas de produção ciberfísicos, mediante fusão do mundo real com o virtual.
O que significa isso? É um complexo de combinações de tecnologias disponibilizadas de forma diferente, de maneira a propiciar múltiplas potencialidades quanto aos níveis de organização e produção na empresa. Com isso, confere-se escala e incrementa-se o uso de tais tecnologias, desenvolvem-se serviços mais atualizados e modelos novos de negócios, valendo-se da facilidade de acesso a dados em massa.
As empresas que não acompanham essa evolução restam sucateadas? Não é inevitável esse destino. Basta que acordem e invistam sob a ótica "brownfield", ou seja, em plantas já existentes, de forma a tornar fábricas que já funcionam, em fábricas inteligentes.
A tendência é a substituição parcial do maquinário, pois o uso de tecnologias já existentes desobrigará o empresário de abandonar todos os seus equipamentos. Isso não é novidade, Basta atentar para o que ocorreu nas anteriores revoluções industriais: na primeira, o vapor substituiu completamente o tear. Na segunda, a eletricidade obrigou a uma troca reduzida de equipamentos. Somente as esteiras vieram. Na terceira, a automação foi grande. Equipamentos manuseáveis foram substituídos por máquinas. Nesta quarta, os sistemas ciberfísicos obrigam a uma conexão entre as máquinas. Substituição meramente parcial.
O processo de produção será organizado à base de tecnologia e dispositivos autônomos que se comunicam entre si. O computador monitora processos físicos, cria cópia virtual do mundo físico e toma decisões descentralizadas, fundado em mecanismos auto organizáveis. Fragilizar-se-á a diferença entre indústria e serviço, pois as tecnologias digitais, conectadas com ambos - produtos e serviços - gerará o híbrido, que não é nem serviço, nem exclusivamente um bem.
O mundo é outro, com as características da interoperabilidade, virtualização, descentralização, capacidade em tempo real, serviços oferecidos pela internet e modularidade. Precisamos nos acostumar à nova nomenclatura: manufatura avançada, indústria 4.0, internet industrial, internet of services, sistemas ciberfísicos, fábrica inteligente, fábrica do futuro.
Estamos preparados para tudo isso?
Obviamente, não! Menos ainda as crianças e jovens que encontrarão um cenário completamente diverso daquele com que nós acenamos em nossa educação que não se antecipou à revolução, como deveria ter feito. Ao menos em termos ideais.
É urgente propiciar ao estudante brasileiro o acesso às modernas tecnologias de informação e comunicação. No plano do discurso, tudo vai bem. Há o Programa Nacional de Tecnologia Educacional - ProInfo, instituído pelo Decreto 6.300, de 12.12.2007, cujo objetivo é promover o uso pedagógico das tecnologias de comunicação e informação nas redes públicas de educação. Em cada unidade da Federação deve existir uma Coordenação Estadual e os Núcleos de Tecnologia Educacional - NTE, dotados de infraestrutura de informática a reunir educadores e especialistas em tecnologia de hardware e software.
Ainda no âmbito do ProInfo, o Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional é destinado ao uso didático-pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação no cotidiano escolar. Programa articulado à distribuição de equipamentos tecnológicos às escolas e à oferta de conteúdos e recursos multimídia e digitais oferecidos pelo Portal do Professor, pela TV Escola, pelo Domínio Público e pelo Banco Internacional de Objetos Educacionais.
O Programa Banda Larga nas Escolas, cujo intuito é conectar todas as escolas públicas urbanas à rede mundial de computadores, precisa ser turbinado. Assim como a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo aguarda a aprovação do Projeto de Lei que permite o uso pedagógico do celular, do smartphone, do tablet e de outros mobiles dentro da sala de aula.
O futuro chegou e os jovens paulistas têm pressa!

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