16 Oct 2018


Festa de São Vito, Mártir – 100 Anos

Publicado em Luiz José M. Salata
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Vito nasceu no final do século III, na antiga cidade de Mazara, na Sicília ocidental, de família pagã, muito rica e de nobre estirpe. A mãe faleceu quando tinha tenra idade e seu pai, Halaz, contratou uma ama, Crescência, para educar e cuidar do menino. Ela era cristã, viúva, tinha perdido o único filho havia pouco tempo, de linhagem nobre, mas em decadência financeira. O pai ainda contratou um professor, chamado Modesto, para instruir o herdeiro, entretanto era também cristão. Como o pai era um obstinado pagão que encarava o cristianismo como inimigo a ser combatido, por isso Modesto e Crescência nunca revelaram que eram seguidores de Cristo, contudo educaram o menino dentro da religião. Aos doze anos, clandestinamente já tinha sido batizado e assim demonstrava identificação total com os ensinamentos de Jesus. Ao saber do batismo, o pai tentou convencê-lo a abandonar a fé, o que não deu resultado e partindo para a força e, como castigo, entregou-o ao governador Valeriano, que o encarcerou e maltratou por vários dias, na tentativa de Vito abdicar de sua fé. Porém, Crescência e Modesto conseguiram arquitetar uma fuga e, segundo a tradição, com a ajuda de um anjo, tiraram Vito das mãos do governador e fugiram para Lucânia, onde esperavam encontrar a paz. Reconhecidos depois de algum tempo, passaram a viver de cidade em cidade, fugindo dos algozes. Vito que desde os sete anos havia manifestado dons especiais, praticou muitos  prodígios como o mais célebre deles quando ressuscitou, em nome de Jesus, um garoto que tinha sido estraçalhado por cães raivosos. A perseguição teve trégua apenas quando o filho epiléptico do imperador Deocleciano ficou  muito doente, assim o soberano mandou que o trouxessem à sua presença e pediu-lhe que intercedesse pelo doente. Vito então rezando com todo fervor e em nome de Jesus curou-o, porém Deocleciano pagou com a traição, mandando prendê-lo, pois que não aceitou renegar a fé em Cristo para ser libertado. Diante da negativa, aos quinze anos foi condenado à morte que ocorreu em 15 de junho de 304, depois de muitas torturas. O jovem mártir Vito existiu conforme consta no Martirológio Gerominiamo, sendo suas relíquias sepultadas em Roma, e no ano de 755, foram enviadas para Paris e mais tarde entregues a Venceslau, santo rei da Boêmia, que em 958, fez construir a belíssima catedral que leva o nome de São Vito e que conserva até hoje a sua história. Desde a Idade Média, ele é considerado um dos quatorze santos auxiliares, cuja intercessão é muito eficaz em ocasiões específicas e para diversas curas invocadas para a cura de epilepsia, da coréia, doença conhecida como dança de São Vito, letargia, de mordidas de cães e animais raivosos e hidrofobia. É  padroeiro de muitas paróquias de diversos países. Os italianos moradores em São Paulo, principalmente os puglieses, promoveram a primeira festa em homenagem a São Vito acontecida no ano de 1918, e no ano seguinte ocorreu a fundação da Associação São Vito Mártir e da Capela de São Vito, dentro das tradições polignanesas com a introdução de um conjunto de autêntica manifestação cultural italiana na cidade. Nos idos de 1940, a Associação construiu a atual igreja, e na década de 1980, o Centro Social São Vito, onde encontra-se a imagem original do santo trazida da Itália. No ano de 1996, foi inaugurada a Creche de São Vito, de grande serventia para as mães que trabalham no entorno do Mercado Municipal e Rua 25 de Março, e a quadra esportiva. Toda a renda obtida com a festa é destinada para a manutenção de mais de cem crianças, de zero a três anos, atendidas em regime diário, das oito às dezoito horas, com alimentação, higiene completa, enfermaria e apoio psicológico. A Festa de São Vito teve inicio em dois de junho e irá até o próximo quinze de julho, aos sábados e domingos, a partir das 19h, sendo a Praça de Alimentação à Rua Polignano a Mare, nº 255, e a Cantina, à rua Fernandes Silva, nº 96, no Brás. Logicamente, na Cantina e na Praça de Alimentação, todas muito bem enfeitadas com tricolores existem as bandas tocando as tradicionais músicas italianas, principalmente as autênticas tarantelas, o que anima os visitantes que ainda podem desfrutar das imperdíveis macarronadas regadas ao bom vinho italiano e sobremesas. No último dia 17, ocorreu a missa, procissão com banda de música seguida por centenas de devotos e visitantes, para comemoração do Dia de São Vito, dia 15 de junho, data de sua morte. Ótimo programa.         

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