17 Jan 2019


Centenário do Fim da Primeira Guerra Mundial

Publicado em Luiz José M. Salata
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No dia 11 de novembro de 2018, fica registrado o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, considerada a Grande Guerra ou Guerra das Guerras, iniciada em 28 de julho de 1914 e terminada na data acima e que assim completando os cem anos. Tudo começou em 28 de junho de 1914, quando o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, e sua esposa, Sofia, Duquesa de Hohnberger, foram assassinados em Sarajevo, capital da província austro-húngara da Bósnia e Herzegovina. O autor do atentado, Gavrilo Princip, pertencia a um grupo terrorista armado denominado Mão Negra, que tinha como bandeira a unificação dos territórios sérvios. O Império Austro-Húngaro reagiu enviando um ultimato à Sérvia. No mês seguinte, e após obter o apoio incondicional alemão, o documento com várias requisições, entre elas a que agentes austríacos fizessem parte das investigações, foi enviado aos sérvios. O governo sérvio aceitou todos os termos do acordo, com exceção da participação de agentes, tomada como uma violação da soberania sérvia. Em decorrência da rejeição desse termo, no dia 28 de julho, um mês após os assassinatos, teve início o bombardeio de Belgrado. No dia seguinte, a Rússia, aliada histórica da Sérvia, deu ordem de locomoção às suas tropas. Os alemães que tinham garantido o apoio ao Império Austro-Húngaro no caso de uma eventual guerra, determinaram que o governo russo parasse a mobilização de tropas. No primeiro dia de agosto o ultimato expirou sem qualquer reação e os alemães declararam guerra à Rússia. A Alemanha então declarou guerra à Bélgica e, em três de agosto estendeu o conflito à França. No dia seguinte, o império britânico saiu da sua posição neutra. No início da guerra, a Itália, aliada dos austríacos e dos alemães pelos termos do acordo da tríplice Aliança, afirmou que permaneceria neutra. Porém, mais tarde, devido às pressões diplomáticas da Inglaterra e França, a Itália firmou em 26 de abril de 1915, um pacto secreto contra os austríacos, chamado de o Pacto de Londres. O Brasil entrou na guerra em 1917, enviando no ano seguinte um grupo de aviadores do Exército e da Marinha, para serem integrados à força aérea real britânica e um corpo médico composto de oficiais que foram integrados ao exército francês. A marinha também enviou uma divisão naval com a incumbência de patrulhar a costa noroeste da África, a partir de Dacar e o Mediterrâneo,   desde o Estreito de Gibraltar. Ditas operações buscavam evitar a ação dos submarinos inimigos. Em 1917, a Rússia abandonou a guerra em razão do início da Revolução Bolchevista, também conhecida por Revolução Vermelha, que derrubou a autocracia russa. Nesse mesmo ano, os Estados Unidos que somente participavam do conflito armado como fornecedores, ao ver os seus investimentos em perigo, entraram militarmente na guerra, garantindo assim a vitória da Tríplice Entende, denominação da união da Inglaterra, França e Rússia. Além desses três países, outros tiveram participação tais como: Estados Unidos, Itália, Japão, Brasil, Portugal, Bélgica, Montenegro, Sérvia, Romênia, Grécia e Sião atual Tailândia. Já as consideradas potências centrais coligadas, Alemanha, Áustria-Hungria, Império Otomano e Bulgária, que foram derrotadas, modificando de forma radical o mapa geopolítico da Europa e do Médio Oriente. Muitos dos combates ocorreram nas frentes ocidentais, em trincheiras e fortificações. As batalhas davam-se em invasões dinâmicas, confrontos no mar e, pela primeira vez na história, no ar. Lamentavelmente, o saldo foi de perto de dezenove milhões de mortos, uma matança sem precedentes. Esse conflito armado que durou quatro anos e três meses e alguns dias, refletiu sobremaneira na deflagração da segunda guerra mundial norteada pela recuperação dos territórios alemães perdidos. Em 11 de novembro de 1918, os generais mais poderosos da Europa se reuniram na cidade francesa de Compiegne, em um vagão de trem, com o objetivo de selar um acordo de paz visando encerrar a pior guerra já então vista no mundo. Os signatários que assinaram o Armistício Compiegne, chamado também de Aurora da Paz, foram o Marechal Ferdinand Fox, comandante-em-chefe aliado e Mathias Erz-berger, representante alemão. No ano seguinte, foi assinado o Tratado de Versailhes, em Paris, durante a Conferência de Paz, impondo assim oficialmente o Fim da Primeira Guerra Mundial, mas contestado pela Alemanha que alegou que o fez por imposição (diktat). Dizem os historiadores que os grandes conflitos se iniciaram sempre naquela região, por coincidência?

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