15 Dec 2018


Facebook: o gigante em queda

Publicado em Editorial
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A rede social Facebook foi criada em 2004 pelo empresário norte-americano Mark Zuckerberg e alguns amigos que, na época estudavam em Harvard. Com o intuito de unir estudantes e criar uma rede de amigos com interesses comuns, Mark não imaginou que chegaria, em 2012, à marca de 1 bilhão de usuários, se tornando a maior rede social virtual do mundo. Em junho deste ano, o Facebook atingiu 2,23 bilhões de usuários e sua receita é avaliada em US$ 13,2 bilhões. No entanto, os escândalos envolvendo o site nos últimos meses impactaram negativamente a marca. Uma série de decisões erradas tomadas após a propagação de notícias falsas (fake news) durante a campanha presidencial dos Estados Unidos, em 2016, e o vazamento indevido de dados pessoais de mais de 87 milhões de usuários, culminou para as ações da companhia despencarem nos últimos dias. No início da semana passada, o Facebook divulgou que prevê queda nas margens de lucro e no número de usuários até o fim do ano.  Com isso, em poucas horas a marca registrou queda de 20% nas ações e perda de US$ 119 bilhões, cerca de R$ 447 bilhões. É a maior desvalorização registrada por uma empresa nos Estados Unidos em um único dia. O aumento no número de usuários, que sempre foi desafio,  também registrou queda significativa na Europa, cerca de 1 milhão de pessoas e nos Estados Unidos, onde ficou estável em 241  milhões de usuários. O diretor financeiro da companhia, David Wehner, em conferência com investidores, atribuiu o mau desempenho à nova lei da União Européia, que restringe a atividade de empresas de tecnologia e pode aplicar multas de até 4% de sua receita global. Pressionado, o Facebook anunciou controles mais rigorosos para preservar a privacidade dos clientes e conter a disseminação desenfreada das notícias falsas, com contração de equipe para monitorar o que é publicado. No entanto, as receitas devem continuar em queda nos próximos trimestres. O aumento dos gastos para resolver problemas de segurança podem fazer a companhia não ter previsão de melhora tão rápida.  No segundo trimestre de 2018, as despesas somaram US$ 7,3 bilhões, crescimento de 48% em comparação ao mesmo período de 2017.

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