12 Nov 2018


Liberdade de mãos dadas

Publicado em Editorial
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O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), mal foi eleito, no domingo (28) de outubro, e já começaram, ou melhor, continuaram as críticas e ataques.
Bolsonaro obteve 57.797.847 (55,13%) dos votos válidos no País, contra 47.040.906 (44,87%) de Fernando Haddad (PT). No Estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do País, com 33 milhões de eleitores, teve o melhor desempenho da história para um candidato em segundo turno. Obteve 68% dos votos válidos, superando os 64,3% de Aécio Neves (PSDB) em 2014.
Apesar do porcentual superlativo, Bolsonaro não foi vitorioso em todos os municípios de São Paulo. Haddad saiu vitorioso em 13 cidades, porém, em todas as sete cidades do ABC, Bolsonaro obteve a maioria dos votos.
Em seu discurso de vitória, transmitido em rede nacional, Bolsonaro ressaltou por diversas vezes as palavras liberdade e verdade, contrariando o estigma de ditador, homofóbico, misógino, racista, pró-tortura, etc, que o condenou, durante toda a campanha. Começou com “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, agradeceu a Deus, “nunca estive sozinho. Sempre senti a presença de Deus e a força do povo brasileiro”, disse que seu governo será “um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.
Definiu sua vitória como “a celebração de um país pela liberdade”, ressaltando que “verdade vai libertar este grande país, e a liberdade vai nos transformar em uma grande nação” e encerrou, garantindo que “como defensor da liberdade”, defenderá e protegerá os direitos dos cidadãos, que cumprem deveres e respeitam as leis, afirmando que elas são para todos e que assim “será o nosso governo; constitucional e democrático”.
Mas, nada disto adiantou para conter a fúria e a ira que pairam sobre a nação. O Brasil continua dividido entre anti-bolsonarianos e anti-petistas, que duelam ferozmente, como num combate, num jogo mortal, onde a vitória só será obtida com a destruição total do oponente.
Ninguém, de fato, está preocupado, com os mais de 12,5 milhões de desempregados, com os altos índices de criminalidade que enfrentamos, responsáveis pelo assassinato de mais de meio milhão de pessoas, na última década, sendo mais de 60 mil só em 2016, segundo dados do IBGE e do Ipea. Ou ainda com a recessão econômica que nos deixa ainda, no fundo do poço, no cenário mundial, com o Banco Central reduzindo novamente a previsão de crescimento do PIB de 2018 de 1,6% para 1,4%. Nada disso importa.
Anti-bolsonarianos e anti-petistas, cegos, continuam a duelar. Do lado dos anti-bolsonarianos, aforismos sem juízos, expressos nitidamente no discurso de Guilherme Boulos (PSOL), e que ilustram o movimento intitulado de “Resistência”, que ilustrará o filme “Ninguém Solta a Mão de Ninguém”, que iremos assistir nos próximos quatro anos: “o povo não terá medo das nuvens cinzentas da intolerância e violência, será resistente, lutará pela democracia. O Brasil é muito maior que Bolsonaro”.
E do lado dos anti-petistas, é a pseudo-vitória por ter tirado do governo um partido político, o PT, como se, no “pacote da vitória” viesse ingressos vips para continuar a assistirem a permanência na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De fato, o “Pátria amada” e a “Terra adorada” só fazem parte do hino nacional e não mais do inconsciente coletivo do povo brasileiro.

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