17 Feb 2019

Publicado em Editorial
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Milhares de profissionais são retirados do mercado de trabalho devido à depressão, tachada de mal do século. No Brasil, ela já é responsável por afastar do emprego mais de 75,3 mil trabalhadores, só em 2016, que em razão do mal, têm direito a recebimento de auxílio-doença em casos episódicos ou recorrentes.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) estima que entre 20% e 25% da população tiveram, têm ou terão um quadro de depressão em algum momento da vida.
Entre 2009 e 2015, de acordo com o INSS, quase 97 mil pessoas foram aposentadas por invalidez em razão de transtornos mentais e comportamentais, com destaque para depressão, distúrbios de ansiedade e estresse pós-traumático. Ao todo, esses novos benefícios representam uma conta de mais de R$ 113,3 milhões anuais aos cofres públicos.
Os 75,3 mil trabalhadores afastados por depressão representaram 37,8% de todas as licenças em 2016 motivadas por transtornos mentais e comportamentais, que incluem depressão, estresse, ansiedade, esquizofrenia, transtornos bipolares e mentais relacionados ao consumo de álcool e cocaína. Em 2016, mais de 199 mil pessoas se ausentaram do mercado e receberam benefícios relacionados a estas enfermidades, o que supera o total registrado em 2015, de 170,8 mil.
De acordo com dados de relatórios anuais da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o número de consultas psiquiátricas cobertas pelos planos aumentou 54%, de 2012 para 2017, ou seja, de 2,9 milhões para 4,5 milhões.
Em 2018, nos primeiros nove meses, o INSS constatou alta de 12%, em relação ao mesmo período de 2017, no que se refere ao tratamento de transtornos mentais e comportamentais adquiridos no ambiente de trabalho. Foram concedidas 8.015 licenças. O conjunto das doenças que inclui depressão e ansiedade saltou de 4,8% do total de novas aprovações desses benefícios (auxílios-doença acidentários) nos primeiros três trimestres do ano passado para 5,2% no mesmo período de 2018. No mesmo ano, o número de consultas psiquiátricas passou de 1,6 milhão.
As despesas com auxílio-doença acidentário por transtornos mentais e comportamentais somaram, entre 2012 e 2016, R$ 784,3 milhões, ou 7,3% dos gastos com o benefício para todas as enfermidades, segundo a Secretaria de Previdência.
Os motivos para a intensificação da depressão e de transtornos mentais e comportamentais são diversos, na sua grande maioria, se iniciam com ansiedade e estresse, comuns de nosso cotidiano, devido à crise econômica ou uso intenso de tecnologia. Com isso, cada vez mais empresas são obrigadas a criar meios voltados para o bem-estar dos colaboradores, como sessões de terapia com psicólogos durante o expediente, para tentar assim, combater as projeções nada otimistas da OMS.

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