20 May 2019

Publicado em Editorial
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O Dia Internacional da Mulher foi comemorado, na sexta (8). A data é celebrada desde meados do século XIX em meio às lutas femininas por melhores condições de vida, trabalho e pelo direito de voto. Em 1909, nos Estados Unidos, cerca de 15 mil mulheres fizeram uma grande passeata pelas ruas de Nova York reivindicando melhores condições de trabalho e pelo direito de voto. Na época, as mulheres trabalhavam mais de 16 horas por dia, seis dias por semana. Um pouco depois, na Europa, em 1910, a situação era parecida e cresciam os movimentos nas fábricas. A líder socialista alemã Clara Zetkin, membro da ala esquerda do Partido Social-Democrata Alemão, propôs uma jornada anual de manifestações das mulheres pela igualdade dos direitos, sem exatamente determinar uma data. Em 1917, um grupo de operárias saiu às ruas protestando contra fome e contra a Primeira Guerra Mundial. O protesto aconteceu em 8 de março no calendário gregoriano. E então, após a Revolução Russa, a data foi oficializada entre os soviéticos como celebração da mulher heroica e trabalhadora.  Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) designou o dia 8 de março como sendo o Dia Internacional da Mulher, com o objetivo de recordar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres. A data, considerada feriado nacional em vários países, ficou marcada e é celebrada de diversas formas no mundo todo, sendo a passeata a maneira mais utilizada para lembrar o Dia da Mulher. Espanha, França, Itália, Turquia, Estados Unidos, China, Bolívia, Argentina, Índia, Sri Lanka, Coréia do Sul, Indonésia, Quênia e Brasil são alguns dos países, nos quais passeatas, atos e protestos marcam o Dia da Mulher há anos. Chefe de família, empresária ou executiva bem sucedi-a, a que cuida da casa, dos filhos, do marido, do cachorro, faz compras, abastece a casa e ainda arruma tempo para se cuidar. As mulheres são figuras essenciais, “se viram nos 30” e muitas ainda chegam a ocupar cargos altos em empresas multinacionais e mais, chegam a comandar um país. Porém, mesmo com o mundo tão evoluído, ainda há um alto número de atos de preconceito e crimes bárbaros contra mulheres. Em São Paulo, por exemplo, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a cada 60 horas, ao menos uma mulher é vítima de feminicídio, ou crime de ódio. Em 2018, foram 148 assassinatos de mulheres vítimas de violência doméstica ou menosprezo à condição de mulher, número que representa 27% do total de assassinatos de mulheres registrados. O Brasil é o quinto país com maior taxa de feminicídio no mundo. Infelizmente, o que ainda se vê é que, mesmo com o passar dos anos, as mulheres continuam sofrendo preconceitos, agressões e desigualdade de gêneros.

Última modificação em Sexta, 08 Março 2019 16:41
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