19 Feb 2020

Publicado em Editorial
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É Natal. A palavra, que do latim nativitas (nascimento) é a festa na qual, os cristãos celebram o nascimento Jesus Cristo, o Filho de Deus, conforme os relatos dos Evangelhos. Porém, atualmente, o fato é pouco lembrado pelas famílias.
A festa de Natal não é mais o que foi durante séculos, parece ter mudado de sentido e de rumo. A data que sugere momento de confraternização entre pessoas e famílias, trazendo alegria e esperança com o nascimento daquele que veio salvar a humanidade dos seus pecados, está hoje em extinção exceto pelas vendas de presentes e jantares.
Para muitos brasileiros, a única preocupação, no mês de dezembro, é correr contra o tempo para realizar tudo que faltou o ano todo e comprar presentes e lembranças, para todo mundo. Segundo projeções da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o Natal deve movimentar R$ 60 bilhões na economia, sendo R$ 11,8 bilhões em compras online. Mais de 119,8 milhões de brasileiros vão às compras neste ano.
Além disso, vira quase que uma obrigação impressionar, ostentar e chocar os convidados. É fundamental que a festa de celebração da véspera de Natal tenha muitos convidados e uma ceia estilo banquete, com pratos, que devem ter apresentação à la Master Chef, ingredientes nobres, importados e de difícil acesso, champagnes e vinhos, em sua maioria europeus, com safras homéricas e várias sobremesas, uma de cada cor e tamanho, uma mais estratosférica que a outra. Como se todos fossem, realmente, saborear tudo, em plena era fitness nacional, onde o mercado do setor já movimenta US$ 2,1 bilhões no Brasil, sendo que a receita é a maior da América Latina e a terceira das Américas.
Além disso, é preciso ter atrações de entretenimento, para passar o tempo e divertir os convidados. Daí, opções não faltam: amigos secretos, que sempre geram frustrações e desentendimentos entre os participantes por comparação entre os presentes; e exibições dos itens ganhos ou adquiridos no final do ano. Todos têm um feito ou aquisição “incrível” para contar aos demais: o local escolhido para a viagem de Réveillon, a plástica recente, a jóia que ganhou do marido, o filho que passou na universidade pública, a criança que aprendeu a andar, o novo carro, a nova decoração do apartamento, mostrar o novo aparelho eletrônico, contar sobre os restaurantes que visitou e os pratos que degustou em Paris, Abu Dhabi ou Pequim. Esgotando-se os assuntos e, alguns, já calibrados no álcool, começam a se exaltar. Bom, é chegada a hora de ir embora, aproveitando o trajeto de deslocamento para comentar sobre o que faltou e o que não gostou.
Hoje, em nossa cultura, na qual o homem se coloca acima de Deus, qual o sentido de comemorar o nascimento de Jesus? Foi deixado de lado seu significado profundo e positivo. O Natal se tornou uma festa como outra qualquer, impulsionada pelo forte consumo e vazio de significado, com belas árvores e decorações, muitos presentes, mas, esquecendo-se do aniversariante. O Natal hoje, nem mais é a festa do Papai Noel.
Porém, há sentido sim, em celebrar o Natal quando se admite o significado da pessoa e da mensagem de Jesus, de amor, fraternidade e compaixão no passado, presente e futuro da humanidade. E isso será sempre atual. Celebrar o nascimento de Jesus é celebrar a esperança no sentido da vida.

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