26 Sep 2020


A inconsequência do brasileiro

Publicado em Editorial
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Já passou de 9 mil o número de mortos por Covid-19 no mundo. Para quem achou que não era nada, os dados comprovam, o número de infectados no Brasil explodiu depois do Carnaval, período em que quase ninguém se poupou. Milhares foram às ruas, partiram em viagens internacionais para lugares afetados. Ninguém se preocupou com o breve futuro, que não estava tão distante assim. Agora, a realidade do brasileiro é assustadora.
Não precisa ser vidente para prospectar o que está para acontecer se os casos em nosso País se multiplicarem. É histórica a falta de leitos para doentes “normais” no sistema público de saúde nacional. Quem dirá leitos adaptados para receber portadores crônicos do coronavírus, ou seja, que possuam respiradores.
O brasileiro não quis assistir a catástrofe europeia exibida em rede nacional pela televisão ou ainda pelos inúmeros vídeos e notícias online. Todos pensaram, “aqui não vai chegar”, “o Brasil é um País tropical, o vírus morre”. Milhares de brasileiros permaneceram com a mesma rotina: trabalho, academia, cursos, jantares sociais, confraternizações e até casamentos. Ninguém abriu mão de nada, pelo próximo. E que próximo? Perguntariam muitos deles.
O brasileiro continuou e ainda continua inerte ao caos. Sim, basta acessar as redes sociais, até dias atrás, ainda havia milhares nas academias, nos shoppings, celebrando aniversários, festejando casamentos, lotando restaurantes da moda. Precisou de medidas de caráter restritivo, por parte do governo, para tentar frear as aglomerações e o egoísmo inconsequente do brasileiro, que  insiste em sair de casa.
Nada parece fazer o brasileiro acordar para a realidade. Infelizmente, o egoísmo impera no território nacional. Nem o colapso da Europa, continente de primeiro mundo em desenvolvimento econômico e avanços tecnológicos, ruindo com países que fecharam as fronteiras e decretaram quarentena, sendo muitos cidadãos impedidos de saírem ou circularem pelas próprias ruas; e ainda, as chocantes imagens e vídeos dos hospitais italianos, com milhares de idosos, sem ter número de respiradores suficientes, condenados a própria morte, por asfixia, devido ao vírus, e as cenas fortes de caminhões do exército italiano carregando centenas de corpos das vítimas dos coronavírus. Nada parece fazer o brasileiro acreditar que a realidade é cruel, que se deve parar e, o principal, ficar em casa. Não sair.
Nos últimos dias, outro show de vergonha. Muitos brasileiros foram às compras nas redes de supermercados e nos envergonharam mais ainda, demonstrando mais egoísmo. Fazendo estoques de água, papel higiênico, arroz, carnes e outros mantimentos. Fora a tão disputada dupla, álcool em gel e máscara, que já se esgotou em muitas farmácias e estabelecimentos comerciais, simplesmente, porque alguns quiseram estocar.
O coronavírus tem se mostrado uma doença fatal, principalmente para os idosos e imunodeprimidos. Não temos estrutura física para atender casos graves na rede pública e, quiçá, na rede particular de saúde. De nada adiantará passar álcool em gel e lavar as mãos e continuar saindo para todos os lugares, tendo vida social normal e ativa, em plena pandemia mundial.
É necessário o isolamento social. Ficar em casa. Não sair. Trabalhar? Em casa também. O melhor é agir drasticamente, agora, enquanto ainda é possível, para salvar vidas, e, depois, não chorar de arrependimento de ver avós, avôs, parentes, amigos, irmãos e pais morrerem devido ao terrível coronavírus.

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