24 Sep 2020


A ausência do constrangimento

Publicado em Editorial
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O final de semana prolongado, que emendou com o feriado Dia da Independência, na segunda (7), foi de praias, parques e bares lotados em todo o Brasil. Em plena pandemia, mesmo com as restrições e limitações impostas pelos governos estaduais e as prefeituras, como tentativa de conter a disseminação do novo coronavírus, brasileiros se aglomeraram em espaços de lazer e em festas particulares.
Não houve constrangimento algum, por parte de quem viajou, se aglomerou em bares, etc. Assim como não há constrangimento em correr, caminhar, etc, sem o uso de máscaras, que é obrigatório, inclusive por lei (nº 14.019/2020) sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.
Apesar de alguns números promissores, que apontam possível queda do número de casos, a situação epidemiológica ainda não está sob controle. O País voltou a registrar mais de 1 mil mortes, de quarta (9), para quinta (10), com 1.075 óbitos e 35.816 casos confirmados nas em 24 horas. Ao todo, o número de óbitos já passa dos 130 mil e, de casos confirmados, 4,2 milhões.
No ABC, na terça (8), junto com a queda abrupta dos índices de isolamento social, que têm registrado médias muito baixas, já há aumento no número de casos e internações. Em relação ao isolamento social, na quinta (10), por exemplo, Diadema registrou o menor índice com apenas 35%; Mauá, 36%; Ribeirão Pires, 39%; São Caetano, 40%, Santo André, 41% e São Bernardo, 43%.
Em  relação ao número de casos e mortes ainda não foi registrado queda, pelo contrário, os números ainda estão em ascensão. São Bernardo é o município que apresenta maior número de novos casos, em uma semana. Segundo dados do portal do Governo do Estado, de quinta (3) de setembro à quinta (10), foram 429 novos casos e 30 mortes a mais, pois a cidade registrou, 22.650 casos e 794 mortes, na quinta (3) e na quinta (10), passou para 23.079 e 824 óbitos. Santo André é o segundo município com altos números, foram 335 novos casos e 14 mortes em uma semana. Na quinta (3), o município registrava 14.979 casos e 547 mortes; já na quinta (10), marcou os 15.314 casos e 561 mortes. São Caetano, atingiu 134 novos casos e 5 mortes em uma semana, com 3.930 casos e 172 óbitos, na quinta (3) e 4.064 casos e  177 óbitos, na quinta (10).
Além disso, o que mais preocupa é o índice de internações e óbitos. Os sete municípios já ultrapassaram as marcas consideráveis e permitidas para a fase 3 (amarela) do Plano SP do Governo do Estado. Em relação às internações, o ABC deveria obter média de 40 a cada 100 mil habitantes, mas já obtém 60 e, em relação aos óbitos, registrou 6,5 óbitos por 100 mil habitantes, sendo que o índice deveria permanecer em até 5.
Se não houver colaboração e esforço coletivo por parte da população, o ABC correrá o risco de retroceder na classificação do Plano SP e prejudicar, ainda mais a frágil economia da região. E, caso haja aumento expressivo no número de internações, poderá, ainda, comprometer a capacidade hospitalar da região, posto que diversos hospitais campanhas das cidades já têm sido desativados. Como não há constrangimento nos muní-cipes que furam as restrições da quarentena, que apesar de não parecer, ainda está sob vigência em todo o Estado de São Paulo, e os prefeitos estão ocupados com o processo da disputa eleitoral, será preciso muito esforço, paciência e compreensão, por parte dos munícipes, para não se produzir um efeito contraproducente ao que todos esperam, ou seja, que tudo isso, enfim, passe.

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