26 Jan 2021

Publicado em Editorial
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O ano de 2021 já começou e, com ele, enormes desafios. Os efeitos da pandemia da Covid-19 não passaram, aliás, nem o vírus deu trégua na disseminação. A primeira semana útil do ano começou com notícias desanimadoras. Já foram confirmados os dois primeiros casos da variante do novo coronavírus no Brasil, mais especificamente em São Paulo. A mutação do vírus foi inicialmente constatada no Reino Unido.
O vírus tem avançado pelo País. A nova alta de infecções pela Covid-19 tem feito governos reabrirem ou estenderem o prazo de funcionamento de hospitais de campanha pelo Brasil, como forma de desafogar e evitar o colapso da rede de saúde. O total de mortos pelo vírus no Brasil chega aos 200 mil. Capitais como Fortaleza (CE), Teresina (PI) e Belém (PA) já retomaram o atendimento em centros provisórios devido aos altos índices de ocupação de leitos de enfermaria e UTIs nos hospitais. Outras cidades também poderão retomar os hospitais de campanha, caso se confirme a explosão de casos após o Natal e Réveillon.
Além disso, em meio à longa demora para o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, pelo menos 50 países em torno do mundo já começaram a imunização. Outros nove também já anunciaram o plano de vacinação, que deve começar nos primeiros meses do ano. De acordo com o levantamento feito pelo portal da Universidade de Oxford, Our World In Data, cerca de 15 milhões de pessoas já foram vacinadas em todo o planeta.
O Ministério da Saúde informou, no domingo (3), por meio de nota, que avalia três datas para dar início à campanha de vacinação contra Covid-19 no Brasil. A melhor hipótese é começar a imunização no dia 20 de janeiro. O segundo caso é iniciá-la entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. O cenário mais tardio é começar a vacinação somente após 10 de fevereiro. O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, na quarta (6), em cadeia nacional de rádio e televisão falou sobre o coronavírus. Esperava-se pelo anúncio oficial de uma data para o início da vacinação contra a Covid-19. Mas isso não foi feito.
A incerteza quanto ao início real da vacinação no Brasil não frustra apenas as expectativas da população em poder voltar a ter uma vida “normal”, mas prejudica a economia, que apesar de já apresentar indícios de recuperação ainda patina.
Não adianta o ministro dizer que há seringas suficientes para se começar uma vacinação se não há vacina. Não adianta dizer que o Brasil tem três laboratórios que produzirão tanta vacina que o País se tornará exportador enquanto isso não sair do papel.
Enquanto há essa demora para o início da vacinação, outros desafios rondam o Brasil. O desemprego deverá aumentar, assim como a extrema pobreza, com o fim do pagamento do auxílio emergencial pelo governo federal; as reformas administrativa e tributárias serão cada vez mais necessárias, ainda que materializá-las seja uma realidade distante. Além disso, em relação ao cenário internacional, o País poderá enfrentar problemas com o futuro presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, caso o presidente Jair Bolsonaro continue a afirmar que Biden venceu as eleições através de fraudes, repetindo as acusações sem provas de seu ídolo Donald Trump.
De fato, apesar de vários políticos terem afirmado que o País está preparado para a vacinação, mesmo, ainda sem a aprovação de nenhuma delas. Nos EUA, americanos têm virado a noite em filas para se vacinar. Por lá, não há falta de seringas, o que pode nos afetar, mas a própria aplicação enfrenta problemas. Por aqui, é difícil imaginar que quando a imunização for iniciada não haja tumulto, filas e, possivelmente, falta de seringas ou agulhas, além de outras eventualidades.

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