16 Nov 2018


Índice de confiança das indústrias no ABC cai novamente

Publicado em Negócios
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A recuperação lenta e pouco convincente da economia brasileira mexeu mais uma vez com o humor do empresariado e levou para baixo o ICEI (Indicador de Confiança da Indústria) no ABC. O ICEI da região, que reúne sete cidades, voltou para 52 pontos em julho deste ano, semelhante aos 52,9 de julho de 2017, depois de ter saltado para 65,6 em janeiro.

A escala vai de 0 a 100 pontos. Entre 50 e 100 a avaliação oscila entre cenários otimistas, nível 50 indica indiferença-neutralidade e abaixo disso as reações demonstram pessimismo, conforme levantamento da CNI-Fiesp (Confederação Nacional da Indústria-Federação das Indústrias de São Paulo). O recorte do ABC é realizado pela Universidade Metodista de São Paulo por meio do Boletim IndústriABC a cada trimestre. Esta é a 9ª edição.

Expectativas baixam- Apesar de alguns indicadores positivos, o sentimento geral do setor no ABC é de frustração com a economia e de expectativa com a eleição presidencial de outubro próximo. Puxaram o ICEI para baixo o item “Expectativas da Economia Brasileira” (54,4 pontos em julho contra 67,5 pontos em janeiro deste ano) e o item “Condições da Economia” (38,2 em julho e 65 em janeiro).

“Um fator que justifica essas mudanças entre o início e o fim do 1º semestre foi a queda na estimativa tanto de ampliar a produção quanto de crescimento da economia em 2018. Em torno disso se depositava confiança na retomada mais rápida da atividade econômica”, afirma professor Sandro Maskio, coordenador de estudos do Observatório Econômico da Metodista.

A estimativa de evolução da produção caiu de 53,6 em julho de 2017 para 45,6 em julho de 2018 e isso é significativo no ABC porque a indústria tem peso importante (de 23%) no PIB local. De qualquer forma, os números do ABC são melhores do que os de São Paulo e do Brasil. Para 52 pontos de confiança na região, o ICEI paulista ficou em 48,3 e o brasileiro em 50,2 em julho. Acompanham estimativa do Relatório Focus do Banco Central, que no 1º trimestre previa crescimento de 3,9% na produção industrial em 2018 e, quatro meses depois, reviu para 2,85%.

Investimentos dão fôlego- Puxada pelo ramo automobilístico, a indústria do ABC tem mostrado fôlego devido aos aportes para lançamentos de novos veículos, confirmados em 2017. No item “Intenção de Investimento”, o ABC saiu de 45,2 pontos ao final do 1º semestre de 2017 para 55,9 em julho deste ano.  Em São Paulo e no Brasil esse indicador está estabilizado em 50.

Também chama atenção a ligeira intenção de “Evolução do Emprego” no ABC, de 53,9 para 54,7, o que não neutraliza o alto índice de desocupação na região de 17% da PEA (População Economicamente Ativa) apurado pela Fundação SEADE.

O uso da capacidade instalada subiu de 63% para 67% no ABC (para média de 65% em São Paulo e no Brasil), indicando que ainda há ociosidade em um-terço da produção. “O cenário aponta a necessidade de os candidatos à Presidência do Brasil apresentarem proposta consistente de política econômica, incluindo ações de política industrial para fortalecer a atividade, com diretrizes claras e instrumentos robustos”, afirma o economista Sandro Maskio. Acompanhe a íntegra do 9º IndustriABC em http://portal.metodista.br/observatorio-economico/industriabc

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