16 Jul 2024


Em São Bernardo, ministra Marina Silva debate transformação verde

Publicado em Política
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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, esteve na Associação Comercial de São Bernardo (Acisbec), na sexta (21), para participar de seminário, organizado pelo deputado estadual e pré-candidato a prefeito, Luiz Fernando (PT), com o tema: “Transformação Verde- Cidade do Futuro e Transformação Ecológica”.  O evento faz parte da série de encontros, com ministros do governo federal, para a construção do programa de governo do pré-candidato.

“A Marina é a maior autoridade sobre o meio ambiente e o clima no nosso país”, disse Luiz Fernando. “É uma das principais ministras, é uma das principais personagens deste País para o meio ambiente. Uma guerreira, uma pessoa que luta. Muito antes de se falar de crise climática, a Marina Silva já defendia o meio-ambiente no Brasil”, destacou o ex-prefeito de São Bernardo e pré-candidato a vice, William Dib.

Na ocasião, o pré-candidato fez um alerta à ministra sobre a situação ambiental do município. “Temos 91,42 km² de Mata Atlântica no nosso município. A vegetação nativa é 46,81% do nosso território. Temos uma grande área da Represa Billings, que está em uma situação deplorável. Na Represa Billings, que é a nossa caixa d 'água da Grande São Paulo, o governo estadual tem jogado esgoto. O Rio Pinheiros é bombeado para dentro da Billings. Isso era para ser só em algumas situações, mas eles bombeiam o ano todo e isso é uma questão, inclusive de fiscalização. Precisamos ir para cima do Ministério Público”, revelou.

Segundo Luiz Fernando, a área verde do município também tem sido reduzida. “A nossa Mata Atlântica tem sido devastada para se construir galpões. É um absurdo, sem fiscalização alguma. As polícias ambientais não tomam nenhum posicionamento. Temos denunciado junto ao Ministério Público esta situação”, enfatizou.

O deputado também mencionou sobre a maneira com que é realizada a poda das árvores em São Bernardo. “A nossa cidade, no momento de aquecimento global, em que as cidades estão plantando mais árvores, para que se tente diminuir um pouco a temperatura, a atual gestão está erradicando a copa de todas as árvores da nossa cidade. Quando não se tira a copa, se tira a árvore”, contou. 

Em seu discurso, a ministra ressaltou possíveis soluções para o problema ambiental. “Todo problema vem acompanhado de uma solução. E vejo, neste problema, que nós mesmos criamos para nós, uma solução. É a solução da criação de um novo ciclo de prosperidade, com democracia, combate à desigualdade e com sustentabilidade. São três pilares importantes que, na política ambiental do presidente Lula, nós perseguimos: combater a desigualdade, fortalecer a democracia e usar com sabedoria os recursos naturais”, avaliou.

De acordo com Marina, a mudança climática não é mais “uma teoria de cientistas”, mas na sua avaliação é possível fomentar a geração de emprego, renda e “enfrentar” o problema das alterações no clima. “Podemos criar emprego, renda, melhorar a vida das pessoas e enfrentar o problema da mudança do clima. Já fui chamada de eco terrorista, de eco chata. Hoje, a mudança do clima não é mais uma teoria de cientistas. Não é mais um anúncio profético de ambientalistas”, afirmou.

Marina revelou que é possível se ter uma cidade com economia circular, onde o descarte de lixo seja o mínimo possível, reduzindo a quantidade de resíduos, reusando o que foi produzido e reciclando. Também mencionou a criação de espaços nos municípios para absorção de água, para se tornarem cidades resilientes. A ministra defendeu a arborização, pois, de acordo com ela, melhora o microclima das cidades.

Também mencionou algumas ações que o governo federal já tem realizado em prol do meio ambiente. “Estamos retomando o programa de reciclagem porta a porta, fazendo as cooperativas. Queremos reduzir a quantidade de resíduos, reusar aquilo que produzimos para embalar as coisas, reciclar”,disse.

E ainda anunciou que o governo federal já reduziu 50% do desmatamento na Amazônia, no ano passado e 40% neste ano. “Na Mata Atlântica, no ano passado, 42%, este ano 27%, no Pantanal, uma queda de 9%. No Cerrado, 13%. Estamos fazendo planos para a caatinga, para agricultura de baixo carbono, para continuar sendo uma potência agrícola, mas preservando a floresta”, afirmou.

À Folha, a ministra falou sobre como incentivar a arborização nas cidades do ABC, que têm sofrido intensa diminuição no número de árvores. “Primeiro, o processo de arborização das cidades e que se usem espécies que sejam resilientes e que façam parte do bioma Mata Atlântica. Muitas vezes, se faz a arborização com espécies exóticas, que não são apropriadas para aquele bioma. Podemos, em parceria com as universidades, com biólogos, com pessoas que entendam como fazer isso, fazer um processo de arborização com base em evidências, que gere emprego, renda, melhora o microclima e ainda evitando que tenhamos um espaço que seja inóspito para as pessoas viverem”, explicou.

Marina é a quarta ministra do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que vem para São Bernardo participar de seminários organizados pelo pré-candidato. Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social), Jader Barbalho (Cidades), Silvio Luiz de Almeida (Direitos Humanos) já estiveram no município.

ELEIÇÕES

Em seu discurso, a ministra defendeu a pré-candidatura de Luiz Fernando para prefeito de São Bernardo e deixou a entender que o deputado estadual estará no segundo turno. “Não podemos perder a perspectiva de uma eleição. Queremos ir para o segundo turno e conversar com as pessoas que por ventura não foram. Estou feliz de fazer parte deste movimento, de pela terceira vez ser ministra do presidente Lula, enfrentando temas que são muito difíceis”, avaliou.

Já Cristiana Ferreira, esposa do deputado estadual, frisou a parceria que o governo federal terá com São Bernardo, caso Luiz Fernando seja eleito. “Conforme vêm os ministros, temos visto a preocupação do governo federal em estar pontuando esta parceria que vamos ter em São Bernardo. Isso para nós é muito gratificante”, disse. 

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