17 Aug 2019


Refluxo atinge mais de 50% dos brasileiros

Publicado em Saúde
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Segundo estudo da Federação Brasileira de Gastroenterologia, 51% dos brasileiros sofrem de refluxo gastroesofágico semanalmente. Quando esse problema se torna mais intenso e frequente, caracteriza-se a doença do refluxo gastroesofágico ou DRGE – que atinge cerca de 20 milhões de pessoas no Brasil. Altamente prevalente, a DRGE tem como característica principal o desconforto na região da garganta, a azia e a queimação no estômago, com grandes prejuízos à qualidade de vida dos pacientes.

“A causa mais comum para a doença é o relaxamento do esfíncter esofágico, um órgão que funciona como uma espécie de válvula entre o esôfago e o estômago. Por estar mais ‘frouxo’, o esfíncter permite que alimentos e bebidas ingeridas façam um caminho inverso, ou seja, retornem do estômago para o esôfago, e levem junto o ácido gástrico do estômago, ocasionando os sintomas indesejados”, explica o gastrocirurgião do Centro Médico Delta de Santo André (CEMED), Ricardo Ribeiro Magalhães Cruz.

Na lista dos principais fatores que desencadeiam o problema está a alimentação desiquilibrada, especialmente o excesso de frituras e gorduras, cafeína, refrigerantes e bebidas alcoólicas, assim como chocolates. Estresse, tabagismo e sedentarismo também contribuem para a piora. Se não tratada adequadamente, a doença pode evoluir com o tempo para quadros graves de úlceras, hemorragias, esôfago de Barrett e até mesmo câncer.

Entre as opções terapêuticas, o tratamento clínico é feito à base de medicamentos, reeducação alimentar e orientações para a melhora da saúde e da qualidade de vida. No entanto, existem pacientes que não respondem adequadamente a este tratamento mais conservador ou que são sensíveis ao uso contínuo das medicações. Nesses casos, a cirurgia é indicada. Atualmente, as técnicas disponíveis são extremamente eficazes e visam a correção do defeito do esfíncter, restaurando sua função original.

“A partir de nossa experiência no método minimamente invasivo de videolaparoscopia, recomendamos o diagnóstico e a investigação bem-feitas, ressaltando o maior benefício obtido a partir da cirurgia. Dessa forma, o primeiro passo é evitar a automedicação e buscar orientação profissional médica, para que seja feito o diagnóstico correto e estabelecido o tratamento mais adequado”, conclui Ricardo Cruz.

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