13 Nov 2019


Docente da FMABC coordena livro sobre Angioedema Hereditário

Publicado em Saúde
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Médica pediatra, professora de Alergia e Imunologia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Anete Sevciovic Grumach (foto) está entre as especialistas coordenadoras do livro “Doutor, eu tenho Angioedema Hereditário” – publicação recém-lançada pelo Grupo de Estudos Brasileiro em Angioedema Hereditário (Gebraeh) e que acaba de ser disponibilizada gratuitamente para download na internet.

Com 76 páginas, linguagem acessível, fotos e ilustrações, a obra também é assinada pelas doutoras Solange Valle, Faradiba Serpa e Fátima Emerson. O lançamento oficial ocorreu em 26 de setembro, em Florianópolis, durante o Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia. Já a versão on-line em PDF ficou disponível no final de outubro, com download gratuito no site da Fundação do ABC, a partir do link: https://bit.ly/2MVvEhI.

ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO

O angioedema hereditário (AEH) é uma doença genética hereditária que atinge ambos os sexos. Os portadores apresentam episódios recorrentes de inchaços ao longo da vida, com crises que podem ocorrer de forma espontânea ou em decorrência de fatores desencadeantes, como traumas no local, infecção, alterações hormonais ou cirurgias. O inchaço pode acometer tecidos subcutâneos das mãos, dos pés, da face e dos órgãos genitais, bem como nas mucosas do trato gastrintestinal, da laringe e de outros órgãos internos como o intestino, por exemplo.

“O inchaço que atinge a face, os genitais, as mãos e os pés é geralmente doloroso, desfigurante e debilitante para os pacientes. Já os inchaços abdominais causam dor intensa, náusea, vômito e diarreia, muitas vezes envolvendo acúmulo de líquido no interior do abdômen e perda excessiva de fluídos do plasma”, explica Dra. Anete Grumach, que completa: “As crises de edema laríngeo podem levar ao fechamento das vias áreas superiores e podem ser potencialmente fatais, levando à morte por asfixia. Este quadro é conhecido como ‘edema de glote’, com taxa de mortalidade estimada em 40% nos casos não tratados”.

A estimativa de prevalência do angioedema hereditário é de um caso em 50 mil indivíduos, sem diferenças entre gêneros ou grupos étnicos. Visto que se trata de doença rara – corresponde a aproximadamente 2% dos casos clínicos de angioedema – e devido a apresentação clínica variável, geralmente é mal diagnosticada e, consequentemente, subdiagnosticada.

Última modificação em Quinta, 31 Outubro 2019 11:56
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